domingo, 9 de fevereiro de 2014
terça-feira, 6 de agosto de 2013
sábado, 10 de novembro de 2012
As novas tendências do treinamento de força no futebol
Estudos recentes levaram os profissionais a perceber que o importante não era analisar o ganho isolado de cada músculo, e sim a melhora no padrão de movimento de cada atleta
Sandro Sargentim*
A força é a capacidade física mais importante no ser humano desde as atividades mais simples até os desportistas de alto rendimento (Sargentim, 2010). Sem a força não existe movimento e sem movimento não tem nenhuma atividade física. Após a ação muscular acontecer todas as outras capacidades físicas recorrentes ao esporte (velocidade, resistência, flexibilidade, coordenação, lateralidade, entre tantas) agem e são solicitadas.
Para a aplicação em atletas de alto rendimento, no decorrer das últimas décadas, a força foi a capacidade física mais estudada, analisada, discutida e disseminada para o ganho de alto rendimento (Badillo e Ayestarán 2001, Komi 2006, Wilson 2006).
A análise do ganho de rendimento de todos os desportes seja individual ou coletivo, cíclico ou acíclico, vem ao encontro da evolução e da aplicação pontual, precisa, fundamentada e específica do treinamento de força em cada modalidade. No futebol, esse panorama não podia ser diferente.
Os métodos de treinamento em qualquer modalidade (independente da capacidade física) devem ser aplicados de acordo com a exigência de cada esporte, respeitando o princípio básico e a chave do treinamento físico, o princípio da especificidade (Bompa 2001)
Ao longo dos anos, especialmente no decorrer da década de 90, era comum ver atletas e equipes realizando treinos de força iguais, sem alteração dos padrões de movimentos, todos executando os mesmos exercícios sem diferenciações de acordo com a modalidade e sua respectiva exigência motora.
Os atletas de vôlei, de basquete, de futebol, os nadadores, corredores de velocidade, maratonistas, entre tantos, realizavam os mesmos exercícios na maior parte das vezes.
Basicamente os aparelhos de musculação serviam como base de desenvolvimento da força para as modalidades. Cadeiras extensoras, adutoras e abdutoras, mesas flexoras, leg press, supino, pulley, remadas, e tantos outros, eram como “regras” os exercícios recomendados para as modalidades de forma geral, sem distinção das necessidades específicas de cada desporto.
Como tudo na vida evolui, e as atualizações são constantes, pesquisadores e profissionais notaram a necessidade de se encontrar métodos específicos para o desenvolvimento da força, determinante nos desportos de alto rendimento.
O avanço dos estudos levaram os profissionais a perceber, cada dia mais, que o importante não era analisar o ganho específico e isolado de cada músculo e sim da melhora no padrão de movimento de cada atleta de acordo seu desporto (Wilson 2006).
O princípio básico do treinamento de força esta voltado para a melhora no padrão de movimento, e não isolar os grupamentos musculares e suas articulações específicas (Boyle, 2010).
A partir desta ótica, que o movimento deve ser priorizado e não os músculos de forma isolada, a aplicação do treino de força ficou cada vez relacionado ao desporto do que os aparelhos de musculação.
Os exercícios com pesos livres, anilhas, barras, caixas para saltos, trenós, elásticos, kettlebell, entre outros, ganharam espaços dentro da aplicação dos meios e métodos de aplicação da força relacionada à especificidade do jogo de futebol.
Cada dia mais os exercícios de força são realizados fora dos aparelhos de musculação, agregando as principais articulações acometidas do jogo de futebol: tornozelo, joelho e quadril (Sargentim e Passos, 2012).
A linha que ainda persiste na aplicação dos exercícios nos aparelhos de musculação não esta relacionada a um erro de treinamento. Muito pelo contrário. O que se defende é apenas uma nova linha, que tem como objetivo atualizar e aperfeiçoar as formas de manipular a força de forma mais específica com o desporto.
A melhora do padrão de movimento do futebolista está relacionada não apenas às ações isoladas específicas como chute, saltos, giros, entre tantos, mas também aos movimentos realizados em alta intensidade como os movimentos potentes e os tiros de curta duração.
O equilíbrio muscular também tem uma atenção especial com essa forma de aplicação do treino de força. As lesões musculares estão relacionadas ao desequilíbrio entre os grupos musculares, especialmente nas ações excêntricas.
O fortalecimento isolado da musculatura não reflete a menor chance de prevenção de lesões musculares (Fischer-Rasmussen e cols, 2001).
Para executar o movimento buscando um equilíbrio maior entre as musculaturas agonistas, antagonistas e sinergistas, além da otimização da relação concêntrico/excêntrico, os exercícios mais indicados são os de cadeia cinética fechada (Faude e cols, 2005).
Os exercícios em cadeia cinética fechada são aqueles nos quais os segmentos distais ficam fixos ou encontram considerável resistência. (Campos e Coraucci Neto, 2004).
Na maior parte das vezes os exercícios em cadeia cinética fechada são realizados com pesos livres e/ou com poucos acessórios, priorizando as ações multiarticulares.
As atividades em aparelhos de musculação não repercutem a ação específica do atleta de futebol, ferem o princípio da especificidade, isolando cada grupamento muscular e indo contra a tendência moderna do treinamento de força, que é priorizar a melhora no padrão de movimento como um todo, gerando transferência para o rendimento específico do futebolista.
O ideal do treinamento de força no futebol não é adaptar nossos atletas para se tornarem grande e sem mobilidade. Muito pelo contrário. O intuito deste método é buscar cada vez mais atletas que possam ser mais rápidos, potentes, com maior mobilidade e sempre com uma menor chance de lesões.
Referencias bibliográficas:
Badillo, J.J.G.; Ayestarán, E.G. Fundamentos do treinamento de força: aplicação ao alto rendimento desportivo. Porto Alegre: Artmed, 2001. p-284.
Bompa, T. A periodização do treinamento esportivo. São Paulo: Manole, 2001.
Boyle, M. Functional Training for Sports. Champaign, IL: Human Kinetics, 2010.
Campos, M. A. ; Coraucci Neto B. Treinamento funcional resistido. Rio de Janeiro:Revinter. 2004. p. 319.
Faude, O.; Junge, A.; Kindermann, W.; Dvorak, J. Injuries in female soccer players. American Journal of Sports Medicine, v.33, n.11, p.1694-1700, 2005
Fischer-Rasmussen, T.; Jensen, T. O.; Kjaer, M.; Krogsgaard, M.; Dyhre-Poulsen, P.; Magnusson, S. P. Is proprioception altered during loaded knee extension shortly after ACL rupture? Int. Journal Sports Medicine, v.22, p. 385-391, 2001.
Komi, P. V. Força e potência no esporte. Porto Alegre: Artmed, 2006. p.530.
Sargentim, S.: Treinamento de força no futebol. São Paulo:Phorte. 2010. p.120.
Sargentim, S.; Passos,T.: Treinamento funcional no futebol. São Paulo:Phorte. 2012. p.183.
Wilson, W. Rugby Fitness Training: A Twelve-Month Conditioning Programme. Crowood Press; illustrated edition. 2006 p-189.
*Sandro Sargentim é preparador físico de futebol e autor do livro "Treinamento de força no futebol". Além disso, é docente no curso de pós graduação em Treinamento Desportivo - UNiFmu/Gama Filho e Treinamento Funcional - Ceafi e coordenador da pós graduação em Ciências no Futebol - UniFmu.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
BCAA no futebol
Aminoácidos são parte essencial tanto no processo de construção muscular quanto nos processos de produção de energia; entenda os benefícios
Giovana Guido*
Os tecidos musculares são formados por duas proteínas principais: actina e miosina. Os componentes mais importantes destas duas proteínas são a leucina, a isoleucina e a valina, chamados de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA’s). Os BCAA’s representam aproximadamente 35% dos aminoácidos essenciais contidos nas proteínas musculares. Essa contribuição os torna importantes na construção muscular e mais fornecimento de energia para as células musculares.
Considere isso: os BCAA’s representam aproximadamente um terço do total de aminoácidos presentes na musculatura! Mais ainda, eles são essenciais para todas as reações de formação de tecido muscular e têm sido usados até em atletas de alto nível em provas de resistência aeróbia, pois auxiliam no aumento da força e resistência.
Os três aminoácidos de cadeia ramificada são: leucina, isoleucina e valina. Eles são essenciais, o que significa que você deve obter as quantidades adequadas através da dieta. Todas as células de seu corpo precisam deles para sintetizar proteína, incluindo proteínas musculares e enzimas necessárias ao processo de liberação de energia. O que significa que os BCAA’s são parte essencial tanto no processo de construção muscular quanto nos processos de produção de energia.
Esses aminoácidos possuem características anabólicas e anti-catabólicas, além de competirem com o triptofano no cérebro pela passagem na barreira sangue-cérebro podendo, desta forma, atenuar a fadiga central, diminuindo, assim, a produção de serotonina e possíveis efeitos de relaxamento e fadiga durante exercício. Pelo fato de o futebol ter uma rotina de treinamento intensa, assim como calendário de jogos frequentes, a utilização de BCAA’s irá ajudar na recuperação muscular dos atletas.
Suplementação
A ingestão regular de BCAA ajuda a manter o corpo em um estado de equilíbrio nitrogenado positivo. Neste estado, seu corpo constrói muito mais músculos e queima mais gordura. A suplementação de BCAA evitaria que a reserva muscular de aminoácidos fosse usada, diminuindo o catabolismo e ajudando, assim, na hipertrofia. Devido à musculatura ser tão rica em BCAA’s, eles são requisitados pelo organismo durante momentos de estresse ou intenso exercício.
Vários estudos realizados com atletas sugerem que a suplementação de BCAA’s, antes ou imediatamente após o exercício, pode estimular a síntese proteica e diminuir a quebra de tecido muscular. Isso parece ocorrer devido ao fato de a suplementação com BCAA’s suprir as necessidades dietéticas destes aminoácidos, preservando os estoques musculares. Siga a quantidade de cápsulas indicada no rótulo (de 2-4 cápsulas/dia).
Novas tendências apontam que a leucina isolada é a responsável por todos os efeitos alegados aos BCAA’s. Conforme podemos verificar, já existem suplementos só de leucina no mercado, que também mostram excelentes resultados.
Referências
KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.
BIESEK, Simone; GUERRA, Isabela, ALVES, Letícia Azen. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Editora Manole, 2005
MAUGHAN, Ronald J.; BURKE, Louise M. Nutrição esportiva. Editora Artmed, 2004.
*Nutricionista especialista em Nutrição Esportiva & Metabolismo pela Universidade Gama Filho. Responsável pelo Departamento de Nutrição do Paulista F.C. de Jundiaí.
Contato: www.giovanaguido.com.br
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Feitas de vários tipos de materiais, as bandagens funcionais possuem propósitos diversos. Seu uso na prática esportiva ganha importância como auxiliar

A escolha, dentre os seus diferentes tipos, depende da lesão e do objetivo do tratamento. Para lesões de tendões e músculos, por exemplo, opta-se por fitas elásticas, enquanto as bandagens rígidas são geralmente utilizadas para o posicionamento e proteção articular.
O esparadrapo comum também é usado por alguns terapeutas. Este tipo de bandagem pode ser indicado para a estabilização e imobilização de articulações ou até mesmo no alívio da dor. Mas não deve ser usado diretamente sobre a pele; há bandagens protetoras que são usadas sob o esparadrapo para evitar feridas. O tipo micropore não é indicado, pois não é resistente o suficiente para suportar a tração necessária de estabilização da articulação tratada.
Existem as bandagens elásticas, não adesivas, mas muito usadas no tratamento de edema (inchaço) devido a cirurgias, lesões, inflamações ou problemas na circulação linfática. Sua técnica consiste em "enfaixar" o membro afetado da ponta para a direção do tronco, fazendo uma leve compressão. Esta compressão deve ser mantida apenas por alguns minutos, pois impede a circulação sanguínea adequada. Pode ser realizado junto com compressa de gelo, acelerando o processo de drenagem do edema.
No entanto, o tipo de bandagem atualmente mais usado é a bandagem elástica adesiva (tipo kinésio) além de ser mais segura, é indicada para tratamentos diversos e para prevenção de lesões, dores e câibras.
COMO A BANDAGEM AGE. A técnica das bandagens elásticas adesivas baseia-se em estimular a capacidade de auto-regeneração do organismo. Quando há algum tipo de lesão ou estresse, os sistemas circulatório (sanguíneo e linfático), muscular e neurológico são ativados, iniciando o processo de cicatrização.
Isso é possível, devido à ação que a bandagem elástica exerce sobre células do sistema nervoso, situadas na pele (receptores neurais). Dependendo da técnica e intenção do tratamento, as bandagens são capazes de inibir ou estimular os impulsos que estas células enviam para o cérebro. Estes impulsos controlam muitas funções do nosso corpo, como sensação de dor, contração muscular e propriocepção articular (capacidade da articulação de se adaptar a diferentes posições).
Ao aderir, a bandagem "enruga" a pele, aumentando o espaço onde estão localizados os vasos sanguíneos e linfáticos, promovendo a dilatação destes vasos. Esse processo facilita a drenagem do edema (inchaço) e leva maior número de nutrientes para os músculos. Isso permite maior velocidade de cicatrização de lesões, aumenta a qualidade da contração muscular e evita câibras e espasmos.
AÇÃO NAS ARTICULAÇÕES E MÚSCULOS. Através de estímulos contínuos sobre células específicas da pele (receptores nervosos), a bandagem promove maior percepção do movimento articular, isto é, aumenta a sua propriocepção. Esta técnica também é capaz de proporcionar a correção do alinhamento articular. Para isso, corrige-se o seu posicionamento pela força e direção da tração da fita.
Outra forma de reposicionamento articular se dá pelo re-equilíbrio e correção da função muscular que a envolve. Do mesmo modo, pela direção da tração da bandagem, é possível estimular ou diminuir a força de contração muscular.
Por outro lado, a elasticidade da bandagem permite uma função articular adequada, pois não a imobiliza totalmente, limitando apenas graus excessivos de mobilidade e favorecendo os movimentos articulares desejados.
Já em relação ao sistema imunológico, ao enrugar a pele, a bandagem diminui a compressão sofrida pelos receptores nervosos nela situados, inibindo os estímulos de dor que estas células enviam ao cérebro.
TRATAMENTOS DIVERSOS. As bandagens agem imediatamente no alívio da dor. Seu estímulo é duradouro (cerca de 3 dias) e sua aplicação é rápida e relativamente fácil. Conforme os objetivo e características da região a ser tratada, utiliza-se um método, força de tensão e direção da bandagem. Deve ser aplicada sobre a pele levemente tracionada e limpa.
Possui grande diversidade de indicação, mas principalmente na prevenção e tratamento de lesões esportivas como: distensões ligamentares, entorses, frouxidão articular, síndrome fêmuro-patelar, deformidades e desalinhamentos articulares, espasmos musculares, câibras, dores musculares, edemas, fraqueza muscular e tendinites.
Muito empregadas em lesões recentes (agudas), a bandagem é eficaz no controle do edema e da inflamação, além de prover maior rapidez de cicatrização. As compressas com gelo podem ser feitas sobre a bandagem, mas não é indicada a compressa quente.
Em fases mais avançadas do tratamento, esta técnica é muito utilizada com o objetivo de proteger a área lesada e antecipar o retorno do corredor à atividade esportiva. É muito comum, hoje em dia, observar tais bandagens sendo usadas durante competições importantes, por atletas de elite que sofreram lesões recentes.
DURANTE TREINOS E PROVAS. Uma indicação comum é a inibição de movimentos excessivos de inversão (rotação para dentro) e de eversão (rotação para fora) do pé durante treinos e provas, favorecendo a movimentação correta desta articulação e evitando lesões. Mas alguns estudos mostram que esta estabilidade mecânica diminui consideravelmente após 20 minutos de corrida.
Outra finalidade para corredores é diminuir a sobrecarga articular e efetivar a recuperação muscular, aumentando a sua capacidade de cicatrização após microlesões provenientes do esporte.
Uma função, ainda muito discutida, é a diminuição da fadiga muscular. Acredita-se que, através de estímulos específicos e da melhora da circulação sanguínea, a bandagem pode otimizar a contração muscular.
CONTRA-INDICAÇÕES
Lesões não diagnosticadas, alergia ao material, fraturas, alterações circulatórias graves, lesões de pele, ruptura completa de tendões e ligamentos e perda da sensibilidade são as contra-indicações gerais desta técnica. Mas poderá haver alguma contra-indicação individual. Por isso, para aplicar a bandagem de forma segura, deve-se avaliar o caso criteriosamente.
CUIDADOS
A bandagem funcional não deve ser utilizada isoladamente, mas sim como auxiliar de outras intervenções terapêuticas.
O correto diagnóstico da lesão, a técnica a ser utilizada, o material da bandagem, o tempo de utilização e a prática esportiva também são aspectos importantes para garantir o sucesso do tratamento.
Esta técnica possui grande capacidade de agir em diferentes sistemas do organismo e de exercer ou inibir diferentes tipos de estímulos. Portanto, há o risco de ser usada de forma errada, devendo ser realizada apenas por pessoas habilitadas.
MELHORA O DESEMPENHO DE UM ATLETA SAUDÁVEL?
A ação relevante de bandagem para atletas saudáveis ainda não é provada. Não há dados na literatura que justifiquem utilizar bandagem apenas para aumentar o rendimento ou a força muscular do atleta que não possui nenhum tipo de lesão.
Mas a bandagem pode ser indicada para promover o relaxamento muscular, evitar câibras, dores e espasmos pós- atividade física. Nesse sentido, ela seria aplicada apenas depois da corrida.
Alguns profissionais indicam o uso das bandagens em corredores saudáveis durante os treinos, talvez pela diminuição da sobrecarga articular e estímulo da contração muscular. Mas o seu uso, geralmente, não é indicado durante as provas.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Arritmia Cardíaca em atletas JORNAL DO BRASIL

Arritmia cardíaca é uma das principais causas de morte súbida em atletas
Os torcedores do Flamengo foram pegos de surpresa nesta terça-feira, quando os médicos do clube informaram que o meia Renato Abreu - que sempre se destacou pelo seu vigor físico dentro das quatro linhas -foi diagnosticado com arritmia cardíaca. O jogador foi afastado por tempo indeterminado para ser submetido a novos exames que apontarão as possíveis causas e a gravidade da doença. Considerado fundamental por Joel Santana, ele desfalcará o time em jogos da Libertadores e do Estadual.
Renato junta-se à lista de desportistas com cardiopatias. Entre os nomes estão o ex-atacante Washington, que jogou por Fluminense e São Paulo, e Fabrício Carvalho, atualmente no Ferroviária de Araraquara. Morreram enquanto atuavam o zagueiro Serginho, ex-São Caetano, o lateral-esquerdo Antonio Puerta, então no Sevilla, o jogador da seleção de Camarões Marc-Vivíen Foe, entre outros.
Arritmia cardíaca é principal causa de morte súbida entre atletas
Pesquisa lançada em 2005 pela Sociedade Europeia de Cardiologia (SEC) indicou que foram registrados 62 casos de ataques do coração em um universo de 2.604 atletas acompanhados entre 1974 e 2004. Destes, 345 faziam parte da elite mundial. Outro estudo, realizado pelo Centro de Medicina Esportiva da Pádua, na Itália, apontou que entre os 34 mil indivíduos analisados, 621 foram proibidos de praticar suas respectivas modalidades.
Renato Abreu ficará longe dos gramados por tempo indeterminado. De acordo com o cardiologista Daniel Kopiler, presidente da Sociedade de Medicina do Esporte do Rio de Janeiro, o índice não pode ser considerado alarmante, mas mostra a necessidade de avaliações regulares para prevenir eventuais problemas de saúde que possam levar jogadores de futebol à morte.
"As arritmias cardíacas complexas, como a taquicardia ventricular e a fibrilação ventricular, são as principais causas de morte súbita entre atletas com menos de 35 anos. E o caso do Renato evidencia a importância do acompanhamento médico. Uma vez detectado qualquer distúrbio na frequência cardíaca, busca-se verificar as características do problema. O ponto-chave é identificar se há alguma má-formação na anatomia do coração. Nestes casos, a prática esportiva será proibida", esclarece.
O que provoca a arritmia cardíaca
As arritmias cardíacas são provocadas por distúrbios nos estímulos elétricos que determinam o ritmo dos batimentos do coração. Isto faz com que o órgão bata excessivamente rápido (taquicardia), muito devagar (braquicardia), ou de forma irregular. "O coração funciona como uma espécie de bomba. Nestes episódios, pode não conseguir enviar sangue para os órgãos vitais, como o cérebro, o que leva o paciente à morte", explica Kopiler.
A arritmia cardíaca pode ser causada por doenças nas artérias coronárias, miocardites (inflamação no miocárdio), patologias infecciosas, valvulares e má-formação congênita. Em boa parte dos casos, não apresenta sintomas. Quando surgem, os mais frequentes são palpitações, sensação de que o coração deixou de dar uma batida, desmaios, falta de ar e dores no peito. Idosos, fumantes, alcoólatras, usuários de drogas, e indivíduos que se submetam a exercícios físicos intensos estão mais suscetíveis a apresentar a doença.
Uma vez que o médico suspeite que o paciente tenha arritmia cardíaca, poderá solicitar um eletrocardiograma, um ecocardiograma, um estudo eletrofisiológico ou Holter de 24 horas para confirmar o diagnóstico. O tratamento depende do tipo e da gravidade do caso. Entre as opções estão o uso de medicamentos, o implante de marcapassos e cardiodesfibriladores, além da ablação por cateter (cauterização das células responsáveis pela anomalia).
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
JOGO TREINO EM PREPARAÇAO PRA O CAMPEONATO DA 3 DIVISÃO DE PROFISSIONAIS DO RJ
OLA AMIGOS..MAS UM EXCELENTE JOGO TREINO DO SPAC CONTRA A EQUIPE DO SAMPAIO CORREA DA 2 DIVISÃO DO RJ.UM JOGO MUITO EQUILIBRADO COM A MOLECADA MOSTRANDO MUITA PERSONALIDADE E VONTADE.NA ORIENTAÇÃO DO PROF:VALDIR BIGODE O SPAC SE COLOCOU MUITO ARRUMADINHO.TENDO UM EXCELENTE RESULTADO PRA A DISPUTA DA 3 DIVISÃO..
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Cafeína funciona de fato no rendimento esportivo
Substância aumenta a resistência física ao aumentar a quantidade de adrenalina no cérebro e atua como um estimulante mental
Sportlife Quem nunca tomou um café antes de correr, de treinar na academia ou de andar de bicicleta? A cafeína não se limita a estimular os que sentem muito sono. Para os esportistas ela é, também, uma substância que ativa os músculos, dando mais rendimento durante o exercício, e ajudando simultaneamente a perder peso. Além disso, a cafeína é barata e não é contra-indicada pela Anvisa.
Mas existem muitos mitos em torno dos efeitos da cafeína, principalmente no mundo do fitness. Porém, as últimas investigações concluíram que o café funciona de fato no rendimento esportivo. Confira!
1. A cafeína aumenta a energia porque favorece a absorção pelo corpo dos hidratos de carbono. Desta forma, existe mais glicose disponível para poder ser aproveitada pelos músculos.
2. Aumenta a resistência física ao aumentar a quantidade de adrenalina no cérebro e atua como um estimulante mental, obrigando o usuário a um esforço maior durante mais tempo.
3. Retarda a fadiga e o esgotamento muscular pois a cafeína tem semelhanças com a adenosina, o neurotransmissor que se encarrega de transmitir a informação de cansaço ao cérebro. Quanto maior for o cansaço, mais se produz adenosina. Como a cafeína é parecida com a adenosina, os neurônios não distinguem a diferença e juntam-se a ela. Quando a cafeína ocupa o espaço nos neurônios reservado à adenosina, evita que o cérebro receba a informação de cansaço, mantendo a mente desperta e atenta.
4. Aumenta a produção de catecolaminas no plasma e permite ao organismo adaptar-se ao esforço físico e mental.
5. Ajuda a perder peso durante o exercício, embora não queime gorduras como se ouve dizer. A razão desse mito é muito simples: o aumento de adrenalina faz com que você treine com uma intensidade maior, e como também aumenta a resistência, a cafeína ajuda que você treine por mais tempo e, consequentemente, você queima mais gordura.
6. Diminui as dores musculares durante o treino. Segundo um recente estudo realizado na Universidade de Geórgia, ela é ainda mais eficaz do que a aspirina. As pessoas que não bebem habitualmente café, sentem mais os efeitos.
7. Protege o cérebro. Vários estudos apontam para uma relação entre o consumo de café e a doença de Parkinson – ela reduz em cerca de 60%. Parece que a cafeína que o café e o chá contêm, e outras bebidas estimulantes, tem um efeito protetor para o cérebro sempre que tomada com moderação (entre duas ou três xícaras por dia).
8. Aumenta o desejo sexual feminino – ou pelo menos assim parece segundo estudo feito com ratos fêmea na Universidade de Southwestern. Os ratos que tomam doses moderadas de cafeína ficavam mais receptivos. Em seres humanos poderia funcionar de modo semelhante em mulheres que não consomem cafeína habitualmente.
9. Os pontos negativos da cafeína é que aumenta a tensão arterial, provoca insônias, taquicardia, transtornos gástricos e tem um efeito diurético que pode aumentar a desidratação durante o exercício.
Lygia Haydée
Sportlife Quem nunca tomou um café antes de correr, de treinar na academia ou de andar de bicicleta? A cafeína não se limita a estimular os que sentem muito sono. Para os esportistas ela é, também, uma substância que ativa os músculos, dando mais rendimento durante o exercício, e ajudando simultaneamente a perder peso. Além disso, a cafeína é barata e não é contra-indicada pela Anvisa.
Mas existem muitos mitos em torno dos efeitos da cafeína, principalmente no mundo do fitness. Porém, as últimas investigações concluíram que o café funciona de fato no rendimento esportivo. Confira!
1. A cafeína aumenta a energia porque favorece a absorção pelo corpo dos hidratos de carbono. Desta forma, existe mais glicose disponível para poder ser aproveitada pelos músculos.
2. Aumenta a resistência física ao aumentar a quantidade de adrenalina no cérebro e atua como um estimulante mental, obrigando o usuário a um esforço maior durante mais tempo.
3. Retarda a fadiga e o esgotamento muscular pois a cafeína tem semelhanças com a adenosina, o neurotransmissor que se encarrega de transmitir a informação de cansaço ao cérebro. Quanto maior for o cansaço, mais se produz adenosina. Como a cafeína é parecida com a adenosina, os neurônios não distinguem a diferença e juntam-se a ela. Quando a cafeína ocupa o espaço nos neurônios reservado à adenosina, evita que o cérebro receba a informação de cansaço, mantendo a mente desperta e atenta.
4. Aumenta a produção de catecolaminas no plasma e permite ao organismo adaptar-se ao esforço físico e mental.
5. Ajuda a perder peso durante o exercício, embora não queime gorduras como se ouve dizer. A razão desse mito é muito simples: o aumento de adrenalina faz com que você treine com uma intensidade maior, e como também aumenta a resistência, a cafeína ajuda que você treine por mais tempo e, consequentemente, você queima mais gordura.
6. Diminui as dores musculares durante o treino. Segundo um recente estudo realizado na Universidade de Geórgia, ela é ainda mais eficaz do que a aspirina. As pessoas que não bebem habitualmente café, sentem mais os efeitos.
7. Protege o cérebro. Vários estudos apontam para uma relação entre o consumo de café e a doença de Parkinson – ela reduz em cerca de 60%. Parece que a cafeína que o café e o chá contêm, e outras bebidas estimulantes, tem um efeito protetor para o cérebro sempre que tomada com moderação (entre duas ou três xícaras por dia).
8. Aumenta o desejo sexual feminino – ou pelo menos assim parece segundo estudo feito com ratos fêmea na Universidade de Southwestern. Os ratos que tomam doses moderadas de cafeína ficavam mais receptivos. Em seres humanos poderia funcionar de modo semelhante em mulheres que não consomem cafeína habitualmente.
9. Os pontos negativos da cafeína é que aumenta a tensão arterial, provoca insônias, taquicardia, transtornos gástricos e tem um efeito diurético que pode aumentar a desidratação durante o exercício.
Lygia Haydée
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Falta de fortalecimento muscular na região da bacia pode prejudicar o quadrilO esforço repetitivo favorece as lesões e o quadro também pode ser piorad

René Wildangel era apaixonado pelas corridas. Com 25 anos, já tinha feito duas maratonas e estava se preparando para a terceira quando uma dor na virilha começou a incomodar. "No começo, sentia dor apenas depois da corrida, mas como não fui ao médico e nunca pensei que poderia ter problemas no quadril, persisti com os treinos. Um tempinho mais tarde, não conseguia nem caminhar." Hoje, Wildangel tem 35 anos e uma prótese no quadril, resultado do desgaste da articulação. "Agora, posso correr lentamente, mas se tivesse procurado um especialista antes e feito um trabalho de prevenção, o problema não teria se agravado tanto", diz.
Para o ortopedista Arlindo Ricon Jr., do Rio de Janeiro, a corrida pode ser perigosa quando se trata de causar lesões no quadril. "O esforço repetitivo favorece as lesões e o quadro pode ser piorado com a escolha de tênis inadequados, uma postura errada ou a falta de fortalecimento muscular", explica.
André Wever, ortopedista especializado em quadril da Taktos Medicina Esportiva, em São Paulo, diz que a falta de alongamento também é responsável por boa parte das lesões que acometem a região. "A grande maioria dos problemas nessa área são as distensões musculares, entre elas a chamada tendinite no quadril (leia na pág. 64). E um bom alongamento antes e depois dos treinos e das provas pode ajudar a evitá-los."
Ricon faz um alerta: quem corre grandes distâncias regularmente, pode prevenir lesões com um treinamento muscular e consultando um especialista. "Fazer uma avaliação ortopédica com uma radiografia de bacia e exame com um médico são essenciais. Nem sempre a dor é fácil de detectar. Um exemplo: uma dor no joelho que pode ser reflexo de um problema na bacia", ensina. Outros sintomas de que algo pode estar errado nessa região são fisgadas no glúteo, dores na virilha, dificuldade para andar. "O ideal é correr para o médico."
Musculatura fraca é responsável por lesões
O quadril, na verdade, é uma articulação formada pela união entre a pelve e o fêmur, o osso da coxa. Um estudo publicado este ano na revista Sports Health por pesquisadores da Universidade de Calgary, Canadá, culpa o quadril por boa parte das lesões nos joelhos e abaixo deles sofridas por corredores. A pesquisa diz que até problemas como a tendinite de Aquiles e dores na sola do pé têm muito mais a ver com a falta de fortalecimento da musculatura da bacia do que com quantos quilômetros o atleta corre.
Os músculos dessa região são responsáveis pela estabilização da perna durante a corrida. Se estão enfraquecidos ou ficam fatigados facilmente, há menos controle da perna e o risco de se machucar aumenta, afirma Reed Ferber, diretor da Clínica de Lesões causadas pela Corrida da universidade. "Vários trabalhos já mostraram que mais de 70% dos corredores têm alguma lesão a cada ano e mais de 80% delas ocorrem abaixo do joelho", afirma.
Ferber descobriu que a falta de fortalecimento muscular na região da bacia aumenta a força sobre os joelhos e os pés quando o atleta está correndo. Depois de 4 a 6 semanas de musculação, 22 dos 24 corredores estudados aumentaram entre 35% a 51% a força do abdutor do quadril e disseram sentir menos dor. "Isso mostra o quanto esse tipo de trabalho é importante não só para a reabilitação do atleta, mas para a redução do risco de lesões." E Ferber recomenda. Quer evitar dores nessa área? Faça 3 séries de 10 repetições cada de exercícios específicos para o quadril.
As mais comuns
André Wever diz que a grande maioria das lesões que afetam a bacia são resultado de distensões musculares, como é o caso da tendini¬te do quadril. Uma pesquisa fei¬ta em julho no Brasil com corredores amadores re¬velou que as mulheres são as mais afetadas pelo problema: 10% delas afirmaram sofrer do mal, enquanto apenas 4% dos homens que correm regularmente disseram ter sido pre¬judicados por ele. "As distensões afetam prin¬cipalmente corredores de longa distância e aqueles que fazem muitas provas de intensi¬da¬de alta, por exemplo, que incluem subidas", esclarece o ortopedista. "Diante da distensão, o atleta deve repousar o músculo afetado. Se continuar a movimentá-lo, pode agra¬var o problema e aumentar a dor", recomenda Wever. Não faça uso de bolsa de água quente. O ideal é aplicar gelo no local a cada duas horas, entre 20 e 30 min, por até 48 horas.
Conheça outros problemas que afetam a bacia do corredor
Bursite trocantérica: é causada pelo atrito repetido do músculo tensor da fáscia lata sobre o trocânter maior do fêmur, que corresponde a parte lateral da coxa, próxima à bacia. "O fato de o músculo raspar (atritar) repetidas vezes contra o trocânter leva a uma inflamação que pode ser muito dolorosa", explica Wever. Mulheres são mais afetadas pelo problema devido à forma da pelve, mais larga que a dos homens. "A bursite pode estar associada ou ser confundida com inflamações dos tendões e músculos dessa região, quadros conhecidos como tendinites." O médico afirma que quem está com bursite deve, em primeiro lugar, interromper os treinos, porque é a corrida, afi¬nal, que gera o atrito. O tratamento tam¬bém inclui uso de medicamentos. "Para que o corredor não perca condicionamento físico, ele pode optar pela natação, ideal nesse caso. A bicicleta ergométrica não é indicada porque ela gera um atrito semelhante ao da corrida."
Pubalgia: essa dor no púbis, o osso que fica no final do músculo do abdômen e faz parte do quadril, é uma das grandes causas de afastamento dos treinos. Afeta principalmente maratonistas e corredores de aven¬tura do sexo masculino. A bacia das mulheres se adapta melhor aos impactos desses esportes. A lesão pode ter diferentes causas: do uso de tênis ruins ao excesso de treinamento em pisos duros. Quanto mais tempo levar para o início do tratamento, mais demorada será a recuperação. Para os especialistas, a pubalgia é uma das lesões mais chatas, porque tem um diagnóstico complicado e tem tratamento difícil. Se não corrigida completamente, pode se tornar crônica e atrapalhar, e muito, a carreira do atleta.
Fratura por estresse: mais frequente em mulheres, afeta especialmente os corredores de longa distância. "O grupo mais susceptível a essa fratura são os novatos que começam a aumentar a sua quilometragem, intensidade ou frequência do treino de forma abrupta", explica Wever. Geralmente ocorrem na cabeça do fêmur, a região mais frágil desse osso. Essa área é submetida a forças enormes durante a corrida. Após milhares de repetições desse movimento, o osso pode sofrer uma fissura. O principal sintoma é a dor.
Dicas
Alongue antes e depois dos treinos.
Utilize tênis adequados para o seu tipo de pisada.
O descanso é tão importante quanto os treinos. Dê a devida atenção a ele.
Respeite os seus limites. Pegar pesado nos treinos não significa que você chegará mais rápido.
Se sentir muita dor, coloque gelo e procure um especialista antes de voltar a correr.
Preste atenção à sua postura quando estiver correndo.
Exercícios que vão fortalecer o seu quadril
O professor e coordenador de musculação e corrida Cacau Almeida,preparou um treino para fortalecer essa região. Faça 3 séries de 12 a 15 repetições no início. Quando o exercício se tornar muito fácil, aumente a carga. Faça este treino em dias alternados.
1. AVANÇO ALTERNADO DUMBELLS
Em pé, faça uma flexão do quadril/joelho e projete um passo à frente. Com a coluna reta, faça força para voltar à posição inicial, estendendo o quadril e o joelho.
2. FLEXÃO DO QUADRIL NA POLIA BAIXA
Em posição de avanço, coloque uma tornozeleira no pé que está atrás e prenda na polia baixa. Flexione o quadril com a perna de apoio fazendo a flexão do joelho (movimento próximo do que se utiliza na corrida). Se não estiver treinando em uma academia, você pode usar caneleiras.
3. EXTENSÃO DO QUADRIL NA POLIA MÉDIA
Com uma das pernas apoiadas no chão, mantenha a outra perna flexionada a 90° (o pé deve ficar na alça da polia). Estenda o joelho (movimento de força contrário ao exercício anterior), levando a perna para trás.
4. LEG PRESS NA MÁQUINA COM PLIOMETRIA
Apoie os pés e deixe que apenas as pernas façam o movimento de empurrar o aparelho com força. Quando estiver com as pernas quase estendidas, empurre com os pés, como se estivesse fazendo um salto. Volte à posição inicial bem devagar e repita o exercício.
5. ADUÇÃO NA CANELEIRA
Deite-se de lado e flexione a perna que está por cima. Com a outra perna, faça a adução do quadril sem deixar que o joelho estenda.
6. ABDUÇÃO NA CANELEIRA
Deite-se de lado e deixe a perna que está por cima fazer a abdução do quadril, mantendo o joelho flexionado. 7. AGACHAMENTO FIT BALL EM ISOMETRIA
Apoie a lombar no fit ball, mantendo a bola encostada na parede. Flexione os joelhos até formarem um ângulo de 90º e mantenha essa posição por 30s.
8. ELEVAÇÃO DO QUADRIL
Deite-se de barriga para cima e mantenha os joelhos flexionados e os pés afastados na largura do quadril. Coloque um peso (anilha, caneleiras...) sobre o quadril e eleve a pelve, contraindo bem os glúteos. Na volta, não deixe os glúteos tocarem o chão.
Por Patrícia Larsen e Vanessa de Sá
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Como treinar pliometria no futebol?

Para atleta mais avançado que domina técnica do salto em profundidade, desafio será encontrar a altura ideal
Antes de iniciar um treino pliométrico é importante que seja feito um período de adaptação. Isso porque esse tipo de treino exige grande componente neuromuscular que ao ser desprezado aumenta a chance de ocorrência de lesão.
Embora a pliometria possa ser realizada por homens e mulheres de diferentes idades e categorias, alguns cuidados precisam ser tomados.
O ponto mais crítico do treinamento pliométrico é a técnica e, por esse motivo, realizar trabalhos educativos desde as categorias de base é fundamental. Entre os exercícios educativos que podem ser realizados com esse intuito encontram-se saltitos ou saltos com uma das pernas; com as duas pernas de forma alternada ou simultanea; com ou sem flexão de joelhos; somente com flexão e extensão de tornozelos; em terrenos de aclive ou declive; sem ou com obstáculos (plintos, cones, barreiras, bancos, etc.); com ou sem mudança de direção; com deslocamento frontal ou lateral; com ou sem carga externa.Esses exercícios podem ser usados como parte de aquecimento do treino ou também podem compor uma parte específica da sessão.
Para atletas mais avançados que já dominam a técnica do salto em profundidade, o desafio será encontrar a altura ideal de cada salto. É importante lembrar que o foco desse treino é fazer com que o atleta geralmente passe por quatro fases: i – queda rápida; ii – amortecimento breve; iii – restituição de energia elástica de forma rápida, e; iv – novo salto no menor tempo possível e o mais alto possível.
Quando se tem plataformas de contato que estimam a altura do salto, determinar cada uma dessas fases fica mais simples. Para aqueles que não as possuem, a solução é encontrar a altura ideal de salto pelo método de tentativa e erro. Se esse é o seu caso, faça a observação minuciosa da técnica e verifique o que está ocorrendo com a altura do salto. Se a mesma estiver aumentando, então a altura desejada ainda não foi alcançada e mais algumas tentativas precisam ser realizadas até que você encontre a altura ótima. Se a altura do salto estiver diminuindo, então você deve cessar as tentativas e escolher o salto em que o atleta alcançou a maior altura.
Lembre-se que o contato com o solo também é importante. Mas como a olho nu este tempo de contato é imperceptível, crie condições para que seu atleta saia do chão no menor tempo que ele conseguir. Você pode pedir para ele imaginar que está saltando sobre brasas ou melhor ainda será colocá-lo para saltar em declive.
O treino deve ser breve e nos primeiros sinais de fadiga os exercícios devem ser imediatamente interrompidos. Caso isso não ocorra, a efetividade do treino será perdida e o atleta estará mais propenso a se lesionar.
Quanto ao número de vezes na semana que a pliometria deve ser praticada, alguns estudos demonstram que apenas um estímulo por semana já é capaz de melhorar algumas variáveis de performance. No geral, realizar esse tipo de treino duas vezes por semana já é mais do que suficiente. No entanto, essa quantidade irá depender das condições e dos objetivos que se tem para cada jogador.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Pliometria para o desenvolvimento de força no futebol
Tipo de ação muscular que gera estiramento mesmo contraindo é a ação excêntrica. Mas como ser efetivo?
Entre as capacidades motoras necessárias para a prática do futebol estão a força rápida, também chamada de força explosiva e a velocidade. Das diferentes estratégias utilizadas para o desenvolvimento dessas capacidades, sem dúvida, a pliometria é uma das mais importantes.
Ao contrário do que muitos imaginam, pliometria não significa simplesmente saltar. O termo plio significa “maior” e o termo metric se refere a “média”. Ambos são oriundos do vocabulário grego pleytein que também significa “aumentar” e, portanto, pliometria significa aumentar o tamanho da musculatura.
Nesse tipo de exercício o músculo esquelético deve ser “aumentado” como se estivesse alongando ao mesmo tempo que se contrai e por mais paradoxo que isso possa parecer, do ponto de vista mecânico é perfeitamente possível.
Esse tipo de ação muscular que gera estiramento mesmo contraindo é chamado de ação excêntrica e é um dos requisitos essenciais do treino pliométrico.
Nesse tipo de ação o ciclo alongamento-encurtamento do músculo esquelético deve ser aproveitado ao máximo e essas ações excêntricas agirão como freios à medida que são acionadas a favor da ação gravitacional, por exemplo.
Do ponto de vista neural, a vantagem dessas ações é que a via motora do Sistema Nervoso Central consegue recrutar mais rapidamente as fibras musculares do Tipo IIX (que são mais rápidas e mais potentes do que as outras fibras musculares), as quais possibilitarão ao músculo gerar mais força o mais rápido possível.
Do ponto de vista metabólico essa ação é vantajosa pelo fato de o estiramento das estruturas contráteis (filamentos fino e espesso) gerar contração sem gasto de energia (contração passiva), ao passo que as estruturas elásticas (tendão, epimísio, perimísio, endomísio e titina) “acumulam” energia elástica. Essas duas respostas otimizam a transformação de energia química (ATP) em energia mecânica (ação concêntrica – ativa) fazendo com que o trabalho muscular seja mais eficiente na ação muscular concêntrica subsequente.
Para que a transferência de energia elástica em energia mecânica seja feita de forma ótima a mesma deverá ocorrer o mais breve possível (normalmente abaixo de 200ms). Caso isso não corra, a energia elástica será dissipada em forma de calor e ao invés de otimizar o trabalho muscular irá prejudicá-lo.
Apesar de extremamente vantajoso para o ganho de impulsão e de velocidade, na prática, para que o trabalho de pliometria seja efetivo, torna-se imprescindível:
i) adaptar a musculatura do atleta a esse tipo de treino;
ii) determinar a altura ideal dos saltos a serem realizados;
iii) minimizar o tempo de contato com o solo;
iv) realizar as ações motoras sem sinais de fadiga.
Caso esses itens sejam negligenciados, ao invés de melhora da força rápida, o atleta poderá ficar mais lento, menos econômico, menos eficiente e aumentar suas chances de lesão muscular.
Na próxima semana daremos exemplos de exercícios para o desenvolvimento desse tipo de trabalho.
Até lá!
Para interagir com o autor: cavinato@universidadedofutebol.com.br
Entre as capacidades motoras necessárias para a prática do futebol estão a força rápida, também chamada de força explosiva e a velocidade. Das diferentes estratégias utilizadas para o desenvolvimento dessas capacidades, sem dúvida, a pliometria é uma das mais importantes.
Ao contrário do que muitos imaginam, pliometria não significa simplesmente saltar. O termo plio significa “maior” e o termo metric se refere a “média”. Ambos são oriundos do vocabulário grego pleytein que também significa “aumentar” e, portanto, pliometria significa aumentar o tamanho da musculatura.
Nesse tipo de exercício o músculo esquelético deve ser “aumentado” como se estivesse alongando ao mesmo tempo que se contrai e por mais paradoxo que isso possa parecer, do ponto de vista mecânico é perfeitamente possível.
Esse tipo de ação muscular que gera estiramento mesmo contraindo é chamado de ação excêntrica e é um dos requisitos essenciais do treino pliométrico.
Nesse tipo de ação o ciclo alongamento-encurtamento do músculo esquelético deve ser aproveitado ao máximo e essas ações excêntricas agirão como freios à medida que são acionadas a favor da ação gravitacional, por exemplo.
Do ponto de vista neural, a vantagem dessas ações é que a via motora do Sistema Nervoso Central consegue recrutar mais rapidamente as fibras musculares do Tipo IIX (que são mais rápidas e mais potentes do que as outras fibras musculares), as quais possibilitarão ao músculo gerar mais força o mais rápido possível.
Do ponto de vista metabólico essa ação é vantajosa pelo fato de o estiramento das estruturas contráteis (filamentos fino e espesso) gerar contração sem gasto de energia (contração passiva), ao passo que as estruturas elásticas (tendão, epimísio, perimísio, endomísio e titina) “acumulam” energia elástica. Essas duas respostas otimizam a transformação de energia química (ATP) em energia mecânica (ação concêntrica – ativa) fazendo com que o trabalho muscular seja mais eficiente na ação muscular concêntrica subsequente.
Para que a transferência de energia elástica em energia mecânica seja feita de forma ótima a mesma deverá ocorrer o mais breve possível (normalmente abaixo de 200ms). Caso isso não corra, a energia elástica será dissipada em forma de calor e ao invés de otimizar o trabalho muscular irá prejudicá-lo.
Apesar de extremamente vantajoso para o ganho de impulsão e de velocidade, na prática, para que o trabalho de pliometria seja efetivo, torna-se imprescindível:
i) adaptar a musculatura do atleta a esse tipo de treino;
ii) determinar a altura ideal dos saltos a serem realizados;
iii) minimizar o tempo de contato com o solo;
iv) realizar as ações motoras sem sinais de fadiga.
Caso esses itens sejam negligenciados, ao invés de melhora da força rápida, o atleta poderá ficar mais lento, menos econômico, menos eficiente e aumentar suas chances de lesão muscular.
Na próxima semana daremos exemplos de exercícios para o desenvolvimento desse tipo de trabalho.
Até lá!
Para interagir com o autor: cavinato@universidadedofutebol.com.br
sábado, 12 de novembro de 2011
Meios e métodos para o treinamento de força no futebol

Como praticar o treino de hipertrofia com os jogadores sem deixá-los mais lentos ou “duros”? Compreenda mais
Sabendo que a força é uma importante capacidade motora para a prática do futebol, qual o melhor método para seu desenvolvimento?
Embora as leis da física definam a força como sendo o produto da massa pela aceleração (F=m.a), na teoria do treinamento muitos a entendem apenas como a carga que alguém consegue deslocar sem, no entanto, considerar a velocidade com que essa carga é deslocada.
Nesse sentido, a teoria do treinamento desportivo divide a força em alguns parâmetros, os quais são melhorados conforme as tipologias de treinos que são aplicadas.
Quando o sujeito desloca a máxima carga externa possível em uma única execução, por exemplo, essa capacidade é chamada de força máxima. Tradicionalmente esse tipo de treino possibilita maior ativação das unidades motoras e maior adaptação central do que muscular e geralmente é realizado por aqueles que desejam ganhar força, porém não desejam ganhar peso (como é o caso de algumas lutas onde as categorias são definidas pelo peso corporal).
Para treinar essa capacidade, o atleta deverá realizar poucas séries (1 a 3), poucas repetições (1 a 5) e cargas muito elevadas (95 a 100%). Como a adaptação neural é um ponto forte desse tipo de treino, também é recomendado que os intervalos entre as séries sejam longos (3 a 5min) para permitir recuperação metabólica completa. Apesar de extremamente vantajoso, o cuidado com esse tipo de trabalho é não deixar o sistema nervoso do atleta se acostumar com movimentos lentos.
Já para aqueles que desejam aumentar os níveis de força pelo ganho de massa muscular, devemos trabalhar a chamada resistência de força. O objetivo desse treino é permitir que o sujeito tenha hipertrofia e para isso ele deve executar séries duradouras (3 a 6), com maior número de repetições (8 a 12) e cargas moderadas/altas (>80% de 1RM). Vale lembrar que, para hipertrofia, o ideal é que a recuperação entre as séries não sejam completas e, para isso, intervalos entre 45 e 90s são suficientes.
Outra possibilidade de se treinar força é pelo trabalho de resistência muscular localizada. Embora este tipo de força seja importante como capacidade motora geral, no futebol ele é praticado como parte de um treino regenerativo ou por aqueles que necessitam melhorar o condicionamento físico ou estão em processo de reabilitação e precisam melhorar a musculatura antes de voltar para o trabalho de hipertrofia ou potência.
Esse tipo de força é treinado com altas repetições (>15), carga leve (<60% de 1 RM) e geralmente feito em circuito com alternância de grupos musculares. Nesse caso não há necessidade de intervalos entre as séries.
Quando a força é produzida na menor unidade de tempo possível, estamos nos referindo a força rápida ou força explosiva. Nesse tipo de treino a potência é o principal objetivo, sendo o número de séries e de repetições relativamente curtos. Já os intervalos entre as séries precisam ser bastante longos, pois como essa potência geralmente está associada com a técnica específica do gesto, ela deve ser realizada sem nenhuma fadiga prévia para não prejudicar a qualidade do movimento.
Agora que já definimos os tipos de força e as cargas onde cada uma pode ser treinada, podemos pensar na especificidade dos gestos para o futebol. Para muitos, a especificidade do treino está na semelhança do movimento treinado com o executado no esporte. Contudo, se pensarmos na extensão de joelhos, por exemplo, poderíamos dizer que a cadeira extensora é um treino específico para o chute, já que ambos necessitam de extensão do joelho?
Obviamente que não, pois mesmo o movimento sendo parecido (extensão de joelho) do ponto de vista neural, ele é totalmente diferente. Além disso, se a cadeira extensora for realizada para hipertrofia, se não houver transferência do aumento da massa muscular (hipertrofia) para o gesto técnico do chute (coordenação), esse tipo de trabalho pode até piorar o desempenho.
Além disso, sabendo que talvez o maior objetivo o futebol seja potência e velocidade, o treino de hipertrofia, embora permita acumular mais massa muscular e seja importantíssimo, principalmente no período de formação do atleta, caso ele não seja “transferido” para um treino de potência, o atleta até poderá ficar extremamente musculoso, porém poderá reduzir sua velocidade. Por esta razão, no passado, muitos treinadores aboliam o treino de força para os atletas, pois percebiam que ao praticarem treino de hipertrofia os jogadores ficavam mais lentos ou “duros”.
Para que isso não aconteça, duas estratégias podem ser adotadas e serão descritas a seguir:
i) pedir para o atleta executar os movimentos sempre na máxima velocidade possível, independente do tipo de treino de força que ele está realizando;
ii) exercitar sua capacidade de restituição de energia elástica acumulada durante as ações excêntricas da musculatura esquelética.
No segundo caso, estamos nos referindo ao treinamento pliométrico, o qual tem ganhado cada vez mais destaque no futebol e será nosso assunto da próxima semana.
Até lá!
Para interagir com o autor: cavinato@universidadedofutebol.com.br
terça-feira, 1 de março de 2011
CURSO À DISTÂNCIA DE PREPARAÇÃO FÍSICA NO FUTEBOL
Professor Responsável: Rafael Martins Cotta CREF. 048929-G/SP
· Graduado em Ed. Física pela Escola Superior de Cruzeiro
· Pós-Graduado em Treinamento Desportivo pela Universidade Gama Filho
· Preparador Físico Categorias de Base E.C. Santo André 2010;
· Preparador Físico Radium F.C./Mococa – Categoria Profissional e SUB-20 2009;
· Preparador Físico União F.C. /Mogi das Cruzes– Categoria Profissional 2009;
· Coordenador de preparação física das categorias de base do União F.C./Mogi das Cruzes- 2009;
· Preparador Físico Categorias de base e Profissional Guaratinguetá F.L. 2001 a 2008, participando da conquista de quatro acessos no Campeonato Paulista e o Título de Campeão Paulista do Interior 2007;
· Coordenador Técnico das Escolas De Futebol do Guaratinguetá F.L., Cruzeiro E.C. (Núcleo Lorena-SP), Centro de Formação de Atletas de Futebol e Centro de Aperfeiçoamento de Atletas;
· Estagiário e Preparador de Goleiros da A. Portuguesa de Desportos – 2003;
· Estagiário Categorias de Base Botafogo de F.R./RJ – 2004;
· Preparador Físico ADC Ford/Taubaté-FUTSAL-Categorias de base 2005;
· Personal trainer;
· Entre outros trabalhos na área do esporte e saúde.
Forma de realização do curso:
O curso dispõe de cinco módulos, com a duração de cada um dependendo do tamanho do conteúdo do assunto em questão. As aulas serão enviadas todos os finais de semana tendo o aluno uma semana para enviar a prova da semana para correção(caso o aluno precise mais tempo não tem problema, na verdade o quanto mais rápido ele fizer a prova, mais rápido ele terminará o curso). Após o envio do aluno, será enviado o próximo passo seguindo o mesmo processo. Obs.: a outra aula só será enviada após o envio da aula anterior pelo aluno. A carga horária referente ao curso é de 50 horas/aula. Simplificando, enviamos a apostila com as referências do módulo (em anexo) por email, o aluno a estuda e nos envia o teste finalizado para correção, após a correção será enviada a prova corrigida e a próxima apostila do módulo seguinte. Após o estudo de todos os módulos e a realização de todos os testes o aluno deverá enviar para avaliação final uma periodização podendo escolher se a mesma será para escolas de iniciação, categorias de base (escolher a categoria) ou profissional, onde o mesmo pode ficar à vontade para escolher a duração do macrociclo, competição a disputar, etc.
Normas para inscrição no curso:
O interessado em participar do Curso à Distância de Preparação Física no Futebol deverá solicitar via email a ficha de inscrição e a enviar preenchida por email em anexo, anexando também o comprovante do depósito (escaneado). Ao receber o email com a ficha preenchida e o comprovante do depósito o material será enviado imediatamente.
Sistema de avaliação:
Uma prova no final de cada módulo onde as notas serão somadas no final e adicionadas ao trabalho final do curso. Para realização das provas, só poderão ser usados documentos das referências enviadas, caso o aluno queira utilizar outra referência, favor enviar o artigo, link ou referência do livro. Avaliação por módulo dando opções para o aluno:
· Montar um seminário (apresentação em Power point através do youtube);
· Prova dissertativa com as questões enviadas pelo professor.
Formas de pagamento:
Depósito bancário em uma (1) vez (100,00) ou 2 vezes (2x 50,00). Caso o pagamento seja em 1x, será enviado inicialmente o primeiro módulo e o pagamento deverá ser efetuado para o envio do segundo. Caso escolha a segunda opção, a primeira parcela deve ser depositada antecipadamente para envio do primeiro módulo e a segunda parcela após o vencimento de um mês. Obs. O envio das apostilas seguintes ao vencimento do segundo mês só será realizado mediante pagamento da segunda parcela.
Apostilas:
Apostilas montadas com base em mais de 300 artigos científicos, textos e apresentações, enumerados a frente como forma de citação. Serão enviadas por email em pdf, juntamente aos artigos, apresentações em Power point, links de vídeos na internet, links de sites e artigos na internet e outras referências.
Plantão de dúvidas e maiores informações sobre o curso:
Pela internet via email (rafael.cotta@yahoo.com.br), MSN (prof.rc@hotmail.com) e via NEXTEL (ID: 119*33538) ou pelo telefone: 12 7814 0861
Certificado:
Enviado pelo correio após correção final.
Dados para depósito bancário:
Banco: Bradesco
Agência: 0415-4
Conta Corrente: 0094844-6
Rafael Martins Cotta
RG: 30 500 060 – 3 CPF: 318 822 098 - 77
· Graduado em Ed. Física pela Escola Superior de Cruzeiro
· Pós-Graduado em Treinamento Desportivo pela Universidade Gama Filho
· Preparador Físico Categorias de Base E.C. Santo André 2010;
· Preparador Físico Radium F.C./Mococa – Categoria Profissional e SUB-20 2009;
· Preparador Físico União F.C. /Mogi das Cruzes– Categoria Profissional 2009;
· Coordenador de preparação física das categorias de base do União F.C./Mogi das Cruzes- 2009;
· Preparador Físico Categorias de base e Profissional Guaratinguetá F.L. 2001 a 2008, participando da conquista de quatro acessos no Campeonato Paulista e o Título de Campeão Paulista do Interior 2007;
· Coordenador Técnico das Escolas De Futebol do Guaratinguetá F.L., Cruzeiro E.C. (Núcleo Lorena-SP), Centro de Formação de Atletas de Futebol e Centro de Aperfeiçoamento de Atletas;
· Estagiário e Preparador de Goleiros da A. Portuguesa de Desportos – 2003;
· Estagiário Categorias de Base Botafogo de F.R./RJ – 2004;
· Preparador Físico ADC Ford/Taubaté-FUTSAL-Categorias de base 2005;
· Personal trainer;
· Entre outros trabalhos na área do esporte e saúde.
Forma de realização do curso:
O curso dispõe de cinco módulos, com a duração de cada um dependendo do tamanho do conteúdo do assunto em questão. As aulas serão enviadas todos os finais de semana tendo o aluno uma semana para enviar a prova da semana para correção(caso o aluno precise mais tempo não tem problema, na verdade o quanto mais rápido ele fizer a prova, mais rápido ele terminará o curso). Após o envio do aluno, será enviado o próximo passo seguindo o mesmo processo. Obs.: a outra aula só será enviada após o envio da aula anterior pelo aluno. A carga horária referente ao curso é de 50 horas/aula. Simplificando, enviamos a apostila com as referências do módulo (em anexo) por email, o aluno a estuda e nos envia o teste finalizado para correção, após a correção será enviada a prova corrigida e a próxima apostila do módulo seguinte. Após o estudo de todos os módulos e a realização de todos os testes o aluno deverá enviar para avaliação final uma periodização podendo escolher se a mesma será para escolas de iniciação, categorias de base (escolher a categoria) ou profissional, onde o mesmo pode ficar à vontade para escolher a duração do macrociclo, competição a disputar, etc.
Normas para inscrição no curso:
O interessado em participar do Curso à Distância de Preparação Física no Futebol deverá solicitar via email a ficha de inscrição e a enviar preenchida por email em anexo, anexando também o comprovante do depósito (escaneado). Ao receber o email com a ficha preenchida e o comprovante do depósito o material será enviado imediatamente.
Sistema de avaliação:
Uma prova no final de cada módulo onde as notas serão somadas no final e adicionadas ao trabalho final do curso. Para realização das provas, só poderão ser usados documentos das referências enviadas, caso o aluno queira utilizar outra referência, favor enviar o artigo, link ou referência do livro. Avaliação por módulo dando opções para o aluno:
· Montar um seminário (apresentação em Power point através do youtube);
· Prova dissertativa com as questões enviadas pelo professor.
Formas de pagamento:
Depósito bancário em uma (1) vez (100,00) ou 2 vezes (2x 50,00). Caso o pagamento seja em 1x, será enviado inicialmente o primeiro módulo e o pagamento deverá ser efetuado para o envio do segundo. Caso escolha a segunda opção, a primeira parcela deve ser depositada antecipadamente para envio do primeiro módulo e a segunda parcela após o vencimento de um mês. Obs. O envio das apostilas seguintes ao vencimento do segundo mês só será realizado mediante pagamento da segunda parcela.
Apostilas:
Apostilas montadas com base em mais de 300 artigos científicos, textos e apresentações, enumerados a frente como forma de citação. Serão enviadas por email em pdf, juntamente aos artigos, apresentações em Power point, links de vídeos na internet, links de sites e artigos na internet e outras referências.
Plantão de dúvidas e maiores informações sobre o curso:
Pela internet via email (rafael.cotta@yahoo.com.br), MSN (prof.rc@hotmail.com) e via NEXTEL (ID: 119*33538) ou pelo telefone: 12 7814 0861
Certificado:
Enviado pelo correio após correção final.
Dados para depósito bancário:
Banco: Bradesco
Agência: 0415-4
Conta Corrente: 0094844-6
Rafael Martins Cotta
RG: 30 500 060 – 3 CPF: 318 822 098 - 77
sábado, 22 de janeiro de 2011
APRESENTAÇÃO NO TERESOPOLIS F.C-RJ-2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 18 de dezembro de 2010
LYDIO DE SOUZA ACERTA COM O TERESOPOLIS FUTEBOL CLUBE.RJ
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Meios combinados de treinamento: uma nova visão na metodologia da preparação física

Forma de organização consiste em alternar ações motoras cíclicas, acíclicas e combinadas, os exercícios com ou sem sobrecarga, a velocidade de deslocamento e o sistema energético predominante
Juvenilson de Souza*
O futebol moderno apresenta uma série de mudanças na forma de jogar, dentre elas a necessidade de um melhor preparo físico. As partidas têm exigido frequentes mudanças na intensidade e na dinâmica dos movimentos, nas quais a força e a velocidade têm tido papel de destaque. Entretanto, devido à longa duração da partida (90’) e dos sucessivos “sprints”, o futebolista também necessita de uma ótima capacidade de resistência.
É importante destacar que os movimentos do futebol são realizados com duração e intensidade variadas, além de serem executados em diferentes momentos da partida. O futebolista poderá ser exigido a executar um “sprint” isolado ou sucessivos “sprints” tanto no início quanto no final da partida e, portanto, o mesmo deverá apresentar ótimo nível de desempenho físico para realizar estas atividades com a mesma qualidade.
Alguns autores têm relatado que os futebolistas de alto rendimento percorrem uma distância de 9 a 12 km durante a partida (Bangsbo, 2006; Barros et al.; 2007) e esta amplitude de variação na distância total percorrida está diretamente relacionada a alguns fatores, tais como: posição tática, estado nutricional, estado de treinamento, importância do jogo, horário e temperatura ambiente, qualidade do gramado, qualidade competitiva do adversário, etc. No entanto, estes dados analisados unicamente não são representativos para um entendimento do nível de rendimento do futebolista e da metodologia de treinamento a ser empregada.
Nesse sentido, temos que buscar informações mais detalhadas das ações motoras que o futebolista realiza durante a partida, como por exemplo, a diferença na distância percorrida, principalmente, em alta velocidade do primeiro para o segundo tempo considerando as posições táticas, a amplitude de velocidade de corrida nos diferentes deslocamentos, a relação com os sistemas energéticos, o número e a duração dos “sprints”, a pausa de recuperação entre os mesmos, a seqüência de ações motoras e sua variação na intensidade etc. Assim, análises mais precisas dos movimentos dos futebolistas impostas durante a partida podem fornecer informações úteis sobre o seu rendimento.
Segundo Reilly, Bangsbo e Franks (2000) os “sprints” realizados durante a partida em uma velocidade de 7-8m/s contribuem por volta de 6-7% e as ações em alta intensidade realizadas em uma velocidade de 4-6m/s correspondem cerca de 15-20% da distância total percorrida. Essas ações, de fato, constituem os momentos mais cruciais da partida e contribuem diretamente nos movimentos de disputas de bola, na execução dos fundamentos técnicos, tais como o chute, nas ações ofensivas e defensivas realizadas em alta velocidade e nos contra-ataques. Logo, pode-se relatar que o futebolista de alto rendimento deve ter como objetivo atingir esses níveis de rendimento, pois isso nos parece indicar certa vantagem durante a competição. Vale salientar, então, que o futebolista terá que realizar certas atividades de alta intensidade em momentos de fadiga, especialmente no final do primeiro e do segundo tempos.
Além dos pontos descritos anteriormente, temos que compreender a respeito da fisiologia do futebol. Penso que o entendimento deste e dos outros pontos já relatados nos fará refletir em relação à metodologia da preparação física. A fisiologia do exercício apresenta três sistemas de energia: ATP-CP ou anaeróbio aláctico, anaeróbio láctico ou glicolítico e aeróbio. Em modalidades de exercício contínuo e cíclico, tais como atletismo, ciclismo, natação, etc., esses sistemas de energia são solicitados predominantemente na mesma sequência descrito anteriormente. No entanto, em modalidades de exercício intermitente e acíclico, como é o futebol, esses sistemas de energia são solicitados em constantes alternâncias e com predominância conforme a intensidade e a duração da atividade e o estado fisiológico momentâneo que o futebolista apresenta, ou seja, a sua capacidade de recuperação e consequente ressíntese de ATP. SPENCER et al. (2005), nos chamam a atenção para compreender a contribuição dos sistemas de energia na realização do “sprint” e dos sucessivos “sprints” no futebol.
Em um “sprint” de até 6/8s o sistema ATP-CP é predominante, mas com a execução de vários “sprints” ao longo da partida os outros dois sistemas energéticos terão maior participação. Os dados nos remetem que durante a partida o futebolista será solicitado a realizar por volta de 120 atividades de alta intensidade com duração de até 7s sendo que na maioria das vezes as pausas de recuperação serão de curta duração (COMETTI, 2007). Portanto, após a realização de algumas destas atividades, a predominância será do sistema glicolítico com uma participação ainda maior do sistema aeróbio em relação às primeiras atividades de alta intensidade.
Para explicar melhor, após a realização de alguns “sprints” e, por exemplo, com recuperação de até 90s, o futebolista não terá uma recuperação completa atingindo assim um estado de fadiga aguda e, portanto, se o mesmo for solicitado a realizar uma nova ação de alta intensidade, ele poderá ter dificuldades para manter a qualidade de movimento. Considerando que estes momentos irão se repetir durante a partida, nos parece interessante organizar um programa adequado de treinamento que acentue a resistência à fadiga por meio da utilização de exercícios que produzem efeitos (adaptações) na força, na velocidade e na resistência.
Considerando as informações relatadas anteriormente, verifica-se a necessidade da utilização de uma metodologia que atenda às exigências específicas do futebol. Assim, sugerem-se os meios combinados de treinamento com duas ou três capacidades motoras em uma mesma sessão. Essa forma de organização do treinamento consiste em alternar as ações motoras cíclicas, acíclicas e combinadas, os exercícios com ou sem sobrecarga, a velocidade de deslocamento e conseqüentemente o sistema energético predominante.
Vale salientar que em um raciocínio de progressão de carga, primeiro prescrevem-se as sessões com duas para posteriormente utilizar as sessões com três capacidades motoras.
Esse modelo de organização da carga pode ser realizado de duas formas:
1) Em circuito: organize um determinado volume de exercícios voltado para o treinamento da velocidade (estação 1); após, realize um determinado volume de exercícios de força (estação 2); e posteriormente um determinado volume de exercícios de resistência (estação 3), permitindo sempre um intervalo de recuperação mais longo após o treinamento de cada capacidade motora.
2) Circuito em sequência: organize de forma idêntica à anterior, porém, a execução será em sequência, ou seja, realize uma ou mais repetições de velocidade (estação 1), seguido de uma ou mais repetições de exercícios de força (estação 2), seguido de uma ou mais repetições de exercícios de resistência (estação 3) e repita esse ciclo novamente. O controle da carga de treinamento pode ser feito pelo número de repetições ou por tempo em cada estação.
O quadro abaixo traz algumas sugestões da combinação de cargas de diferentes capacidades motoras. Cabe ressaltar que o preparador físico pode organizar as cargas com predominância de uma capacidade motora, sendo que a(s) outra(s) serão complementares.

Portanto, essa orientação metodológica tem uma maior exigência sobre os mecanismos biológicos, comportamentais e cognitivos que suportam as adaptações específicas do jogador de futebol. Neste âmbito, os componentes estruturais dos exercícios programados devem corresponder especificamente com as condições estabelecidas pela competição (jogo). Isto significa que os exercícios de treinamento devem estar adaptados a uma exigência específica do futebol com um controle adequado do volume e da intensidade.
*Mestre em Educação pela USP e preparador físico de futebol
sábado, 11 de dezembro de 2010
A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS (PARTE 1)

Fedato Esportes – Consultoria em Ciências do Esporte
Prof. Antonio Carlos Fedato Filho
Prof. Guilherme Augusto de Melo Rodrigues
Monitorando e conhecendo melhor os trabalhos em campo reduzido
Dentro de uma programação de treinos durante uma temporada no futebol,
podemos apontar muitos tipos de trabalhos, sendo que cada comissão técnica tem sua
identidade e sua metodologia que entendem como a mais adequada para aplicar sua
filosofia, esse é o momento em que o fisiologista, tendo conhecimento do trabalho da
comissão atual no clube, pode implantar formas de monitorar e controlar as variáveis
apresentadas na programação de treinos, ajudando a quantificar e a qualificar os
trabalhos, mas sempre respeitando a filosofia e a metodologia da comissão técnica, sem
querer alterar os trabalhos ou modificar seus métodos, e sim adaptar dentro do próprio
trabalho programado formas para alcançar o objetivo final, dando idéias e mostrando os
benefícios que pequenos ajustes irão trazer o trabalho.
“A monitoração dos trabalhos não é tão simples, pois o futebol é, entretanto um
tipo de exercício intermitente onde períodos curtos de alta intensidade são entremeados
com períodos mais longos de recuperação ativa ou passiva. Neste tipo de exercício não
é possível monitorar a intensidade da mesma forma como fazemos com exercícios
contínuos sem bola, por exemplo: um treino de corrida intervalada onde o tempo para
cobrir uma distância fixa pode ser facilmente registrado.” (Dr.Paul D.Balsom – 2000).
Nesses casos a fisiologia teve uma grande contribuição para o futebol, trazendo
para o campo diversas formas para tentar fazer os controles dos treinos mensurando e
obtendo informações de suma importância para o desenvolvimento dos trabalhos.
Um dos trabalhos aplicado no campo que iremos analisar agora é o “campo
reduzido” ou “pequenos jogos”.
“Pequenos jogos” é a técnica aplicável ao treinamento no desporto coletivo,
onde o uso de quadras ou campos de formato reduzido, combinado com um número
menor de jogadores e técnicas especiais, é empregado para obter maiores níveis de
condicionamento físico e capacidade técnica com bola.
A importância deste estudo, além de apontar os pontos positivos e negativos, é
mostrar que nem sempre o “campo reduzido” é sinônimo de um trabalho intenso como
muitos profissionais podem achar, depende muito da montagem, regras, dimensões
número de atletas programados para o desenvolvimento do trabalho.
Para iniciarmos este estudo precisamos saber informações importantes que
servirão para entender quais as exigências físicas impostas pelo jogo ao atleta para
relacionarmos com as variáveis necessárias para programarmos uma sessão de treino
com trabalhos em “campo reduzido”.
Entendendo as exigências do jogo
O futebol é uma forma de exercício muito exigente e extenuante fisicamente,
além de cobrir distâncias maiores que 10 km em velocidades variadas, outras atividades
que consomem energia incluem tomada de bola, pular e chutar.
Quando você joga futebol, grandes quantidades de energia são produzidas de
forma alternada, tanto pela via aeróbia tanto pela anaeróbia. “de um ponto de vista
puramente quantitativo a produção de energia anaeróbia corresponde a apenas uma
parte menor, mas significativa, do total de produção de energia durante um jogo”
(Dr.Paul.D.Balsom – 2000).
O nível de lactato sanguíneo no jogo é em média de 5 a 10 vezes maior do que
em repouso, mostrando que a energia foi produzida anaerobiamente.
Através de monitorações da freqüência cardíaca em jogos, mostrou que ela se
mantém de 10 a 30 BPM abaixo da freqüência cardíaca máxima, se aproximando dos
85% da FC máx. ficando em uma faixa entre 140 BPM e 145 BPM durante o jogo.
Podemos observar que o jogo impõe um alto nível de intensidade com trabalhos
intermitentes exigindo do atleta um bom condicionamento físico tanto central quanto
periférico para poder imprimir um alto ritmo de jogo com qualidade.
Trabalhos cíclicos e acíclicos
Com o passar dos anos pudemos ver a grande evolução em relação à preparação
física no futebol, sendo antes um trabalho mais de tradição e simplicidade com treinos
físicos normalmente de corrida e sem bola e passando por algumas fases para chegar
atualmente com trabalhos mais complexos que envolvem os treinos tradicionais
integrados com exercícios físicos com bola atingindo resultados mais específicos. Essa
linha segue com uma visão de programação de treinos envolvendo trabalhos cíclicos e
acíclicos de várias formas dentro de uma sessão de treino.
No trabalho cíclico (movimento repetido constantemente em forma de ciclos)
podemos exemplificar com os treinamentos físicos puros, nele trabalhamos os grandes
grupos musculares que é a base de sustentação da performance física do atleta.
O trabalho acíclico (movimentos sem padrão de repetição, em que não há ciclos)
é mais específico para a modalidade, normalmente realizado com pequenos jogos com
uma intensidade pré-programada.
Desta forma trabalhamos os pequenos grupos musculares e a musculatura de
propriocepção, dando ao atleta um ganho de resistência muscular localizada específica
de jogo.
Através de pesquisas e estudos, constatamos que o ganho de performance física
na forma cíclica é diferente do que o ganho na forma acíclica e que existem trabalhos e
ganhos diferentes para essas duas formas de performance.
Podemos ver que os programas de treinamentos físicos montados com treinos
cíclicos e acíclicos, obtiveram uma maior e mais prolongada da performance física
durante a temporada, já programas com apenas trabalhos cíclicos, observamos bom
condicionamento físico geral mas grande dificuldade de manter em atividades mais
específicas como treino reduzidos e intensos e nos jogos, em contrapartida, as
programações com apenas trabalhos acíclicos tiveram bom resultado nas capacidades
físicas específicas de jogo mas curto período de sustentação.
Constatamos que os trabalhos acíclicos são indispensáveis no programa de
treinamento, mas por trabalhar com mais ênfase os pequenos grupos musculares,
devemos também acrescentar os trabalhos cíclicos que são esses que darão a sustentação
e resistência muscular geral dos grandes grupos musculares.
Os pequenos grupos musculares, que são os mais específicos de jogo, têm seu
limiar de stress bem menor do que os grandes grupos musculares fadigando muito mais
rápido e necessitando dos grandes grupos para a sustentação da performance até o final
do período.
No início da temporada, os trabalhos cíclicos são de extrema importância, sendo
que depois são realizados trabalhos apenas de manutenção para a parte cíclica dando
espaço para os trabalhos acíclicos estruturados com os pequenos jogos, assim
completando o treinamento físico auxiliando o atleta a alcançar a excelência da
performance.
Treinamento físico específico – pequenos jogos
“A habilidade de um jogador de futebol em manter uma alta taxa de trabalho
durante um jogo de 90 minutos pode ser mantida e aperfeiçoada com o treinamento de
desempenho” (Dr.Paul D.Balsom).
O objetivo do treinamento específico é:
- Minimizar o tempo necessário para um jogador se recuperar entre exercícios
com movimentos de alta intensidade e, consequentemente, aumentar a capacidade de
desempenho de tais movimentos mais freqüentes ao longo do jogo.
- Reduzir os efeitos negativos da fadiga no desempenho geral, especialmente
próximo ao final do jogo.
Os pequenos jogos, sendo bem programados, trabalham o componente central
relacionado com o sistema de transporte de oxigênio e o componente periférico que
envolve os grupos musculares específicos exigidos no jogo.
Em relação ao componente periférico, podemos observar que exercícios
contínuos com intensidades moderadas trabalham mais fibras de contração lenta e
pequenos jogos ou treinos físicos específicos variando intensidades trabalham fibras de
reação rápida (exercício de alta intensidade). Os trabalhos longos se forem uma
constante na programação de treino e por terem uma predominância de fibras de reação
lenta, afetarão o desempenho específico do atleta como a “explosão muscular” e
“aceleração”.
Portanto o tipo de trabalho proposto é o que vai determinar o padrão e
recrutamento de fibras de reação lenta e rápida nos músculos ativos e o padrão de
condicionamento central e periférico.
Em alguns estudos científicos foi constatado que os pequenos jogos podem ser
usados de uma forma efetiva de treinamento de resistência para jogadores de futebol,
mas não é a única forma para trabalhar essa variável, esse treinamento pode e deve ser
complementado por diferentes tipos de exercícios intermitentes tanto com bola quanto
sem bola.
Os estudos constatam que a intensidade de trabalhos dos pequenos jogos é alta o
suficiente para manter ou até mesmo aperfeiçoar algumas variáveis mais específicas de
jogo e que os treinos físicos sem bola tem uma intensidade similar.
O treino físico com bola em pequenos jogos se torna mais efetivo para
adaptações musculares locais (periféricas) do que corrida contínua sem bola e trabalha
em conjunto com a parte técnica, coordenativa, criatividade, inteligência e motivação.
O estudo constatou que em 30 minutos de treinos físicos com bola (campo
reduzido – 3 x 3) o atleta toca aproximadamente 100 vezes na bola em diferentes
situações, 3 vezes mais do que trabalhos de campo reduzido de 7 x 7.
Apesar dos grandes benefícios do treinamento de resistência específica para
jogador de futebol com pequenos jogos, existem muitos fatores que podem influenciar
atrapalhando na intensidade do exercício, exigindo uma grande organização do
treinador, preparador físico e fisiologista. Alguns fatores são:
- número de atletas, quanto maior o número menor a intensidade e menos
contato com a bola
- duração dos intervalos
- dimensão do campo
- as regras influenciam na intensidade
- disponibilidade de bolas (reposição imediata)
A motivação pode influenciar na intensidade, podemos controlar como:
- definir claramente para os atletas o objetivo do treino
- mostrar a eles os benefícios
- monitorar o treino com GPS, freqüência cardíaca, etc.
- manter os pequenos jogos competitivos (equipes equilibradas)
- organizar as sessões de treino para não perder tempo para iniciar
Outros fatores que podem influenciar a intensidade do exercício:
- habilidade do jogador (pouca habilidade diminui a intensidade)
- recuperação entre as sessões de treinamento
- tempo para adaptação ao tipo de treinamento
.
A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS ( PARTE 2)

Fedato Esportes – Consultoria em Ciências do Esporte
Prof. Antonio Carlos Fedato Filho
Prof. Guilherme Augusto de Melo Rodrigues
Alguns estudos comprovam a eficácia dos trabalhos bem programados de
pequenos jogos.
Uma pesquisa executada por Balsom, P., Lindholm, T., Nilsson, J., e Ekblom,
B.,com recursos do Centro Nacional Sueco para Pesquisa no Esporte, com o objetivo de
investigar a intensidade do exercício nos “pequenos jogos”(3x3) em oito diferentes
relações de trabalho/repouso, e comparar as intensidades de quatro desses jogos com a
corrida contínua sem bola, descobriram que a intensidade do exercício observada em
todos os oito “pequenos Jogos” (3x3) era alta o suficiente para manter ou aperfeiçoar a
capacidade de desempenho de um jogador de futebol. Além disso, quando comparada
com a corrida contínua sem bola a taxa estabelecida de trabalho/repouso, a intensidade
geral estimada era de magnitude similar.
Os protocolos de exercícios utilizados em relação a trabalho/repouso foram nos
primeiros quatro jogos um total de 18 minutos e nos outros quatro um total de 30
minutos cada
.
Os procedimentos foram seguindo um padrão realizando cada sessão (jogo) em
dias diferentes e aquecimento padronizado. Foram passadas instruções para os atletas
trabalharem no máximo de intensidade durante o período do jogo. Para atingir as
intensidades máximas em um campo reduzido 3x3 foram usadas um número de bolas
que seria possível a reposição imediata e uma dimensão de aproximadamente de 33
metros x 20 metros (distância observada como ideal também em estudos da Fedato
Esporte – Consultoria em Ciências do Esporte).
Através da analise dos resultados, observando o comportamento da freqüência
cardíaca durante os jogos reduzidos, foram encontradas as maiores intensidades nos
jogos 1 e 7, onde, por terem estipulado tempos de estímulo que trabalhará a resistência
anaeróbia específica de jogo expondo a musculatura dos atletas a acidose dando uma
condição de ganho de resistência a ela, com uma recuperação ideal para os atletas
conseguirem recuperar e manter uma alta intensidade até o final do treino atingiu o
objetivo de um treino de campo reduzido.
Os gráficos abaixo representam o resultado obtido no estudo, observando a alta
freqüência cardíaca atingida durante o estímulo e a boa qualidade de recuperação entre
os estímulos.
Os outros jogos também atingiram altas intensidades, mas com queda mais
acentuada no final devido ao baixo tempo de recuperação e conseqüentemente não
atingindo altas freqüências cardíaca como nos jogos 1 e 7.
Com base nessa teoria dos “pequenos jogos” a empresa Fedato Esportes –
Consultoria em Ciências do Esporte vem aplicando e coletando informações
importantes que comprovam os efeitos desse trabalho se aplicado de uma forma
organizada e bem programada. Os dados mostraram que seguindo as dimensões (20 m x
30m), número de atletas (3x3 a 4x4) e colocando regras simples e pequenos gols sem
goleiros em 4 pontos diferentes foi onde encontraram as maiores intensidades de
estímulos conseguindo durante a temporada juntamente com trabalhos cíclicos manter e
ter ganhos em relação as variáveis importantes para o desempenho nos jogos.
A figura abaixo mostra um treino de campo reduzido monitorado com GPS e
frequencimetro observando as intensidades acima de 100% sendo considerados como
estímulos anaeróbios láticos.
Em alguns casos os “pequenos jogos” têm um efeito negativo quando realizado
em excesso, pois os atletas, quando realizam essas atividades que normalmente são de
curta duração e alta intensidade, não têm o compromisso de dosar as variáveis utilizadas
no jogo e com o tempo passam a não dosá-las no próprio jogo, acarretando um gasto
excessivo no início da partida, pela forma alucinante que iniciam o jogo e no final
ocorre, em alguns casos, a queda de algumas variáveis que levaria o atleta a manter um
padrão físico até o final.
Conclusão
Através destas informações conseguimos observar que o trabalho acíclico com
pequenos jogos é de extrema importância juntamente com trabalhos cíclicos dentro de
uma programação de treinamento.
Através dos pequenos jogos conseguimos uma manutenção e ganho de algumas
variáveis específicas do jogo se montados levando em conta os fatores que ajudarão na
aplicação de um trabalho com altas intensidades.
Em uma programação de treinos com trabalho de campo reduzido podemos
treinar de forma física e técnica sendo de grande importância a monitoração e o controle
de qualidade realizados pelo fisiologista tanto dos trabalhos físicos quanto dos trabalhos
técnicos com o objetivo de observar se as sessões de treinos estão atingindo o objetivo,
levando o maior número de informações para a comissão técnica dando tempo para
realizar alguma correção ou adaptação na programação de treinamento conseguindo
chegar no melhor índice de aproveitamento auxiliando o atleta a alcançar seu
desempenho ideal para disputa de uma partida de futebol.
Assinar:
Postagens (Atom)



