domingo, 8 de agosto de 2010

7º ENAF BH-Fórum Nacional de Futebol-


20 de agosto - sexta-feira – 10h às 13h
21 e 22 de agosto - sábado e domingo - 09h às 12h30

Cada vez mais, o futebol exige a especialização de diferentes funções e tarefas do jogador ao treinador, do médico ao fisioterapeuta, do chefe de departamento ao presidente do clube. O futebol decorre da natureza do confronto entre dois sistemas complexos: os times. Assim, como ciência e como esporte, ele exige dos jogadores, técnicos e profissionais envolvidos mais capacitação na busca de competências e conhecimentos.

Neste Fórum, o ENAF propõe a discussão de temas que enriqueçam os profissionais que trabalham com o futebol.


Estratégias de capacitação para detecção de talentos sobre a visão genética no futebol moderno

Prof. Ms. Eduardo Mendonça Pimenta – Coord. de Captação/Alto Rendimento do Cruzeiro



Formação de atletas jovens no futebolProf.Dr. Miguel Arruda - FEF/Unicamp – Consultor Técnico do Guarani F.C.



Desenvolvimento motor e suas implicações na Iniciação Desportiva no futebol Prof. Dr. Miguel Arruda



Estrutura e organização da temporada no futebol

Prof. Dr. Miguel Arruda



Implicações Fisiológicas na preparação do futebolista moderno Prof. Dr .Claudio Pavanelli – Fisiologista do Clube Atlético Mineiro

Treinamento da Preparação Física em situações climáticas de intenso calor e umidade:

Como otimizar o treinamento e quais os possíveis efeitos adversos.
Prof. Dr. Emerson Silami/UFMG - Fisiologista do Cruzeiro/BH

Testes de laboratório e campo no futebol
Prof. Dr. Turíbio Leite de Barros/UNIFESP/CEMAFE

Fisiologista do São Paulo F.C.



Metodologia da Preparação física no futebol Prof. Ms.José Mario Campeiz

Preparador Físico do Cruzeiro E.C.



A visão da mídia esportiva na aplicação da ciência no futebol

Palestrante: Bob Faria – Comentarista da TV GLOBO



Análise da Preparação Física da Seleção Brasileira x Principais seleções participantes da Copa de 2010Prof. Dr. Claudio Pavanelli – Clube Atlético Mineiro

Prof. Ms. Jose Mário Campeiz - Preparador Físico do Cruzeiro E.C.

Prof. Antônio Carlos Mello - Preparador Físico do Atlético Mineiro; Trabalhou no Santos, Palmeiras, Corinthians, Seleção Brasileira, Real Madri, entre outros clubes.



Preparação Técnica e Tática no FutebolSerá convidado um técnico





Investimento: R$ 120,00 (preço especial até 10 de agosto, após R$ 140,00)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

CARLINHOS NEVES RECEBE CONVITE DA SELEÇÃO BRASILEIRA


O técnico Mano Menezes está formando sua comissão técnica na seleção brasileira e ‘convocou’ um profissional bastante identificado no São Paulo. O preparador físico Carlinhos Neves recebeu o telefonema do treinador para integrar a comissão técnica.

Até a Copa do Mundo, a função de aperfeiçoar o físico do elenco canarinho vinha sendo desempenhada por Paulo Paixão e Fábio Mahseredjian. A ida de Carlinhos Neves para o posto acontece justamente em um momento em que a comissão técnica do São Paulo está questionada. O profissional deve acumular os trabalhos no Tricolor e no Brasil.

O fisiologista Turíbio Leite de Barros fora demitido do clube há poucas semanas, depois de trabalhar 25 anos no Morumbi. Já Ricardo Gomes está ameaçado em função dos maus resultados da equipe.

Apesar do acerto verbal, a Confederação Brasileira de Futebol ainda não confirmou oficialmente Carlinhos Neves no posto. A tendência é que a entidade aguarde para preencher todos os cargos vagos para anunciá-los juntos.

Uma fonte muito próxima de Mano Menezes informa que o colorado Fábio Mahseredjian não será o novo preparador físico da Seleção Brasileira

YOYO TEST, teste criado pela famoso fisiologista Jens Bangsbo


O desempenho no jogo de futebol é bastante influenciado pelo metabolismo aeróbio. Diversos estudos encontraram uma forte correlação do volume máximo do oxigênio com a distância percorrida durante o jogo. Atletas com melhor preparo aeróbio conseguem uma recuperação mais rápida dos esforços de alta intensidade, possibilitando realizar uma atividade mais intensa no decorrer da partida.

Existem vários testes para avaliar a resistência aeróbia, tanto de laboratório como testes de campo. Geralmente os testes de laboratório utilizam testes progressivos em esteiras e bicicletas ergométricas e os testes de campo se utilizam do corridas contínuas (como o teste de Cooper – 12 minutos). Apesar de serem muito utilizados estes protocolos não reproduzem o padrão de atividade realizado durante o jogo nos esportes coletivos, como o futebol, que diminui bastante a especificidade no teste.

Para resolver este problema alguns pesquisadores começaram a desenvolver testes mais específicos com o padrão de atividade realizado no jogo. E o formato que encontraram para a execução do teste foi o de ida e volta (yoyo). Neste tipo de protocolo além de correr os atletas têm que realizar o movimento de mudança de direção. Foram desenvolvidos vários testes neste formato, como o Leger, Soccer test, Beat test e o Yoyo test. Más o protocolo do Yoyo test é o mais utilizado no futebol mundial.

O Yoyo test foi desenvolvido por um famoso fisiologista dinamarquês Jens Bangsbo. Ele criou três tipos de protocolo, com dois níveis de dificuldade em cada tipo. Todos os protocolos são realizados em uma distância de 20 metros. Os atletas executam um esforço de intensidade progressiva e o resultado do teste é a distância total percorrida. A intensidade é controlada através de um som emitido por uma fita cassete. A diferença entre os protocolos é tempo para recuperação e o aumento da velocidade.

No teste contínuo não tem recuperação entre as corridas, porém a velocidade de corrida é mais baixa. No teste intermitente é realizado um intervalo de 5 segundos entre cada ida e volta (40 metros), porém o teste é realizado com uma velocidade maior. Já no teste “recovery” a recuperação entres os tiros é de 10 segundos e a velocidade de corrida é bem alta.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Síndrome do excesso de treinamento (overtraining)


Atletas de alto rendimento têm sido cada vez mais exigidos fisicamente, o que têm provocado uma alta incidência de prejuízos causados a saúde dos mesmos. Neste sentido, muito tem se falado sobre a síndrome do excesso de treinamento, conhecido também como overtraining (Rohlfs et al 2005).

O overtraining pode ser caracterizado por alterações metabólicas, redução da performance, alta incidência de lesões musculares, infecções virais e bacterianas decorrentes da má funcionalidade do sistema imune, dores musculares, fadiga crônica, alterações no estado de humor, presença de fadiga constante, insônia, má alimentação, entre outros sintomas (Rohlfs et al 2005).

Rohlfs et al 2005 citam que existem fatores externos que podem desencadear em um quadro de overtraining, como um número elevado de competições durante uma temporada, intervalos de recuperação inadequados entre as sessões de treinamento, uma excessiva expectativa de resultados por parte de treinadores ou familiares, o ambiente social do atleta, problemas de caráter pessoais, más condições médicas, fatores ambientais (altitude, temperatura e umidade). Estes mesmos autores citam ainda que a síndrome do excesso de treinamento é definida como um distúrbio neuroendócrino no qual a serotonina parece ter um importante papel nesta fisiologia ao lado de outros neurotransmissores. Neste sentido, a redução do conteúdo de glicogênio muscular, e conseqüente depleção dos estoques de energia, podem estimular a oxidação intramuscular de aminoácidos de cadeia ramificada (AACR), ou seja, leucina, isoleucina e valina. Desta forma, ocorreria uma diminuição da concentração plasmática desses aminoácidos, o que facilitaria a captação hipotalâmica de triptofano livre e, conseqüentemente, promoveria uma maior síntese de serotonina (ou 5- hidroxitriptamina) a partir do triptofano, desencadeando a fadiga central e, possivelmente, a síndrome de overtraining (Rogero et al, 2005)

Outro fator que pode ser um sinalizador da síndrome é o quadro inflamatório decorrente do exercício. Quando se realiza exercícios excêntricos ou com isquemia muscular, é comum que a fibra muscular sofra uma lesão, com aumentos de enzimas e citocinas plasmáticas (resposta inflamatória moderada), que visam a recuperação e regeneração muscular (Barquilha et al, 2010; Smith, 2003; Smith, 2004). Porém, quando não se têm uma recuperação adequada, essa resposta inflamatória passa a ser sistêmica e prejudicial ao atleta, o que pode acarretar em uma síndrome do excesso de treinamento (Rogero e Tirapegui, 2003). É comum encontrar aumentos de monócitos circulantes e citocinas como TNF-alfa, IL-6 e IL-1 durante um quadro de overtraining.

Outra teoria do overtraining é a da diminuição dos níveis de glutamina plasmática em exercícios de características prolongadas, sendo que a glutamina é utilizada por vários tecidos, em especial pelas células do sistema imune. Assim, uma diminuição da glutamina plasmática circulante pode interferir negativamente na função do sistema imune, aumentando a suscetibilidade a infecções do trato respiratório superior, sendo estas freqüentemente encontradas em indivíduos com overtraining (Rogero et al, 1995).

Estudos também têm encontrado altas concentrações de cortisol, noradrenalina e adrenalina, assim como baixas concentrações de testosterona, em indivíduos com overtraining (Hoogeven et al, 1996; Hooper et al, 1995).

Questionários psicossociais têm sido utilizados como ferramentas para detecção do overtraining. Neste sentido, um dos mais utilizados é o POMS (The Profile of Mood States) que avalia componentes relacionados com humor, como a ansiedade, raiva, depressão, entre outros. Alterações dos marcadores do estado de humor são utilizados frequentemente com o diagnóstico do estado de overtraining (Hoogeven et al, 1996; Hooper et al, 1995).

É importante salientar que a recuperação de um atleta acometido por essa síndrome pode demorar cerca de seis meses (Smith, 2000). Então, uma correta periodização do treinamento faz-se necessária para se evitar essa síndrome e evitar problemas futuros. A utilização de questionários também parece ser uma ferramenta útil na prevenção dessa síndrome, assim como a percepção do próprio atleta ou do responsável pela preparação física com relação a alterações que indiquem esse quadro. Antes de entrar em overtraining, Rogero e Tirapegui (2003) citam que ocorre um quadro anterior ao de overtraining, denominado overreaching. Nesta fase que antecedo o overtraining, a detecção dos sintomas negativos é mais fácil, assim como seu tratamento. Porém, caso não seja controlado, o estado de overreaching pode se converter em overtraining.

REFERÊNCIAS

Barquilha, Gustavo; Moura, NR; dos Reis, SA; Uchida, Marco Carlos; Bortolon, JR; Freitas Junior, PB; Hirabara, SM. Sessão de exercícios para hipertrofia muscular provoca dano muscular sem diminuição da força (In Press). Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2010.

Rogero, MM; Mendes, RR; Tirapegui, J. Aspectos neuroendôcrinos e nutricionais em atletas submetidos a overtraining.. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 49(3), p. 359-368, 2005.

Rogero MM, Tirapegui J. Overtraining - Excesso de treinamento. Nutr Pauta 11: 23-30, 2003.

Rohlfs, I. C. P. M.; et al. Relação da síndrome de excesso de treinamento com estresse, fadiga e serotonina. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v11(5), p. 367-372, 2005.

Raglin JS, Morgan WP. Development of ascale for use in monitoring traininginduced distress in athletes. Int J Sports Med, 15:84-8, 1994.

Smith LL Cytokine hypothesis of overtraining: a physiological adaptation to excessive stress? Med Sci Sports Exerc 32:317-31, 2000.

Smith LL. Overtraining, excessive exercise, and altered immunity: is this a T helper-1 versus T helper-2 lymphocyte response? Sports Med 33:347-64, 2003.

Smith LL. Tissue trauma: the underlying cause of overtraining syndrome? J Strength Cond Res 18:185-93, 2004.

Hoogeven AR, Zonderland ML. Relationship between testosterone, cortisol and performance in profissional cyclists. Int J Sports Med 17:423-8, 1996.

Hooper et al. Hormonal response of elite swimmers to overtraining. Med Sci Sports Med 25:741-7, 1995.



.: Prof. Mestrando Gustavo Barquilha

.: Preparador físico de atletas de alto rendimento

.: Membro do Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte

.: Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Exercício Físico e Fisiologia Aplicada -GEPEFFA

.: Coordenador Cientifico do Simpósio Paulista de Educação Física e Esporte

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Treinamento de força no futebol atual


O treinamento de força no futebol passou por mudanças nos últimos tempos e tem se tornado cada vez mais específico
Rafael Martins Cotta *
Cada vez mais o treinamento de força vem ganhando um maior espaço no futebol e em todas as categorias. Sabemos que a força é uma capacidade física básica para qualquer pessoa na execução das tarefas diárias e para atletas de qualquer modalidade, e, quanto mais esta conseguir se manifestar dentro do campo de jogo, mais em alto rendimento este atleta competirá. Esta capacidade apresenta subdivisões que devem ser treinadas de forma que atendam as necessidades da partida em suas respectivas categorias, trabalhando com as cargas corretas de acordo com as faixas etárias e com os exercícios ideais para formação e desenvolvimento do atleta. Podemos encontrar vários nomes para estes subtipos, em que precisamos saber quando, como, quanto, pra quem e onde realizar estes trabalhos.

Abaixo encontramos uma explicação resumida para estes subtipos de acordo com Carvalho & Carvalho, apud Schmidtbleicher, 1985:

1) Força máxima: é o valor mais elevado de força que o sistema neuromuscular pode produzir independente do tempo.
2) Força rápida: força condicionada pelo fator tempo. A maioria dos esportes depende das ações de força executadas com rapidez.
3) Força explosiva: é o resultado da relação entre a força produzida (manifestada ou aplicada) e o tempo necessário disponível.
4) Potência: razão entre um determinado trabalho mecânico e o tempo em que é efetuado, ou o produto da força pela velocidade.
5) Resistência de força: resistir à fadiga em solicitações de força.

Na literatura encontramos inúmeros trabalhos relacionados ao treinamento de força, porém, o problema está na sua realização. Aplicar treinamentos em academias ou no próprio campo? Trabalhar a transferência após uma ação tensional ou metabólica? Trabalhar com aparelhos ou pesos livres? Treinar em cadeia cinética fechada ou aberta? Crianças iniciando no esporte podem realizar treinamento de força ou não? Trabalhar os atletas para desenvolver a hipertrofia ou apenas a resistência muscular? São algumas perguntas frequentes que nos fazemos e na maioria das situações a resposta está em apenas uma palavra: depende. Depende da etapa em que se encontra o atleta, do nível de coordenação dos seus movimentos para realização dos exercícios, do local disponível para realizar os trabalhos de que o atleta está precisando desenvolver naquele momento, entre outras tentativas de resposta.

A periodização tem grande importância não só no treinamento de força, mas de todas as capacidades e é nela que consultaremos as orientações de carga e objetivos dos microciclos a partir de suas características. Treinar a força requer acompanhamento severo, controle individual e certeza de que os movimentos estão sendo executados corretamente pelos atletas, pois seu aumento acarretará num aumento da condição atlética desta capacidade e das outras, e sua má realização pode ocasionar sérias lesões. Como para tudo, o sucesso deste tipo de trabalho está por trás de um bom planejamento.

Sabemos que quanto mais perto da realidade da competição forem elaborados os treinamentos, maior será a transferência para a mesma. Porém, sabemos também que o futebol é uma modalidade que envolve todas as capacidades e torna-se difícil a montagem de alguns tipos de trabalho. Conhecer as necessidades do jogo e como os atletas de cada posição são exigidos durante uma partida com relação a todas as capacidades é primordial aos preparadores físicos. Com isso, devemos elaborar exercícios que estimulem estas exigências pra quando nossos atletas forem requisitados, os mesmos não sintam dificuldade e se sobressaiam aos adversários. Para isto, devemos trabalhar em especificidade.

Manso, Valdivieso e Caballero (1996) acrescentam aos subtipos de força muscular a força especial, que pode ser entendida como a capacidade de tensão que cada grupo muscular pode gerar em uma velocidade específica de execução. Assim, os treinamentos de força especial para futebolistas devem ser realizados com movimentos relacionados às ações motoras do jogo pela influência da adaptação neural na produção de força, em que este elevado nível não poderá ser utilizado efetivamente se o atleta não for capaz de coordenar a ativação dos diferentes grupos musculares no movimento (Bangsbo, 1994).

Colocarei neste texto alguns pontos que podem virar discussões futuras, mas serão de grande importância para nosso crescimento como profissionais e discussão embasada na ciência e não no empirismo.

O treinamento da força máxima aumentará o recrutamento do número de unidades motoras e futuramente trará para o atleta uma maior velocidade se quando o mesmo estiver adaptado a este tipo de treinamento. Alguns estudos colocam que se após a ação tensional realizarmos imediatamente uma ação de potência, esta pode ser aumentada. Outros estudos comprovam que a eficácia da transferência após 3 minutos da execução da ação tensional consegue se aproximar mais de um aumento no número de unidades motoras recrutadas. Aplicando este tipo de trabalho no futebol, fica a seguinte dúvida. Necessito de muito peso para executar um treino de força máxima, em que provavelmente numa equipe profissional fica inviável levar para o campo esta grande quantidade de peso numa situação de trabalho de um grupo entre 20 e 30 atletas, porém, não é impossível.

Apenas temos que ter uma boa equipe de apoio e correção, e estrutura para dispor de uma boa quantidade de peso. Por outro lado, se a academia oferecer um bom espaço, a aplicação deste trabalho torna-se ainda mais viável, até porque a transferência pode ser feita para um trabalho pliométrico. Em contrapartida, ao levarmos para o campo pouco peso, podemos trabalhar a transferência com ações mais específicas e com maior ênfase na potência. Contudo, ao realizar o exercício (com menos peso) não estaremos recrutando o número necessário de unidades motoras para aumentar esta velocidade.

Com relação à cadeia cinética de realização dos exercícios, podemos deixar as nossas cadeiras extensoras, mesas flexoras, entre outros aparelhos, para a reabilitação de lesões. Isto se deve, pois os exercícios em cadeia cinética fechada, além de trabalhar o equilíbrio do atleta, ainda serão mais específicos por utilizarem mais articulações e trabalharem de forma específica todos os músculos que serão solicitados na competição, além da especificidade do próprio movimento.


Os exercícios de agachamento, avanço, afundo, levantamentos “clássicos” do LPO (o arranco e o arremesso), possuem similaridade com as ações de diversos esportes, principalmente aqueles que dependem de ações horizontais e verticais com a extensão simultânea das articulações do tornozelo, joelho e quadril (como no basquete, vôlei, futebol, handebol, tênis, atletismo, entre outros), sendo considerados exercícios de força específicos. O arranco e arremesso quando corretamente executados são o mesmo que um “salto com pesos”. Essa ação explosiva e coordenada pode ser de grande auxílio para atletas de diversas modalidades. Várias pesquisas demonstram uma grande correlação entre os exercícios de LPO e o salto vertical. O salto vertical máximo é um teste amplamente utilizado e reconhecido como medição de potência dos membros inferiores (Dantas & Coutinho, 2009).


Qual a finalidade de se aplicar um treinamento de resistência de força visando hipertrofia de um atleta profissional? Ele precisa de estímulos específicos, pois o seu momento de base já passou, ou seja, aplicar este tipo de trabalho neste atleta está tomando a oportunidade da realização de um trabalho mais específico e que o traga mais resultados na competição.

Enfocar uma periodização apenas no desenvolvimento desta capacidade pode gerar várias discussões, mais em alto nível, o que determinará o resultado será o trabalho das capacidades determinantes. Trabalhamos a base nas categorias menores, como seu próprio nome já diz, “trabalho de base”, o atleta de alto nível tem que ser trabalhado visando o resultado e a especificidade. Principalmente o treinamento de força tenta aproximar as chances de isso acontecer, lógico que vários outros fatores determinam o resultado no futebol.

Com o aumento de profissionais aplicando o treinamento funcional, algumas idéias passadas estão ficando para trás. Com a evidência do treinar em especificidade ser mais eficaz e com a renovação dos preparadores físicos paralela à maior busca pelo conhecimento e a tentativa de se errar menos, vamos aos poucos melhorando a qualidade dos trabalhos físicos no futebol.

Ficam aí vários pontos para serem estudados e discutidos!


Bibliografia:

Carvalho & Carvalho, Revista Portuguesa de Ciência do desporto 6(2), Apud Schmidtbleicher D (1985). Klassifizierung des Trainingsmethoden. In Krafttraining Lehre des Leichtathletik. Beilage zur zeitschrift Leichathletik 35(50): 1785-1792.

BANGSBO, J. The physiology demands of playing soccer. In: EKBLOM, B. (Ed.).
Football (soccer). London: Blackwell Scientific, 1994c. Cap.4, p. 43-58.

MANSO, J.M.G; VALDIVIELSO, M. N; CABALLERO, J. A.R. Bases teóricas Del
entreinamiento desportivo: princípios y aplicaciones. Madrid: Gymnos, p.367,
1996.

Dantas, E. & Coutinho, J. LPO System. Força e potência no esporte. 2009.

* Rafael Martins Cotta é pós-graduado em Treinamento Desportivo pela UGF e, atualmente, atua como preparador físico do E.C. Santo André (Categorias de Base) /Centro de Formação e Treinamento de Futebol.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Fórum Nacional de Futebol



20 de agosto - sexta-feira – 10h às 13h
21 e 22 de agosto - sábado e domingo - 09h às 12h30

Cada vez mais, o futebol exige a especialização de diferentes funções e tarefas do jogador ao treinador, do médico ao fisioterapeuta, do chefe de departamento ao presidente do clube. O futebol decorre da natureza do confronto entre dois sistemas complexos: os times. Assim, como ciência e como esporte, ele exige dos jogadores, técnicos e profissionais envolvidos mais capacitação na busca de competências e conhecimentos.

Neste Fórum, o ENAF propõe a discussão de temas que enriqueçam os profissionais que trabalham com o futebol.





Estratégias de capacitação para detecção de talentos sobre a visão genética no futebol moderno

Prof. Ms. Eduardo Mendonça Pimenta – Coord. de Captação/Alto Rendimento do Cruzeiro



Formação de atletas jovens no futebol

Prof.Dr. Miguel Arruda - FEF/Unicamp – Consultor Técnico do Guarani F.C.



Desenvolvimento motor e suas implicações na Iniciação Desportiva no futebol

Prof. Dr. Miguel Arruda



Estrutura e organização da temporada no futebol

Prof. Dr. Miguel Arruda



Treinamento da Preparação Física em situações climáticas de intenso calor e umidade:

Como otimizar o treinamento e quais os possíveis efeitos adversos.

Prof. Dr. Emerson Silami/UFMG - Fisiologista do Cruzeiro/BH



Implicações Fisiológicas na preparação do futebolista moderno

Prof. Dr .Claudio Pavanelli – Fisiologista do Clube Atlético Mineiro



Testes de laboratório e campo no futebol

Prof. Dr. Turíbio Leite de Barros/UNIFESP/CEMAFE

Fisiologista do São Paulo F.C.



Metodologia da Preparação física no futebol

Prof. Ms.José Mario Campeiz

Preparador Físico do Cruzeiro E.C.



A visão da mídia esportiva na aplicação da ciência no futebol

Palestrante: Bob Faria – Comentarista da TV GLOBO

Guilherme - Comunicação/Cruzeiro



Análise da Preparação Física da Seleção Brasileira x Principais seleções participantes da Copa de 2010

Prof. Dr. Claudio Pavanelli – Clube Atlético Mineiro

Prof. Ms. Jose Mário Campeiz - Preparador Físico do Cruzeiro E.C.

Prof. Antônio Carlos Mello - Preparador Físico do Atlético Mineiro; Trabalhou no Santos, Palmeiras, Corinthians, Seleção Brasileira, Real Madri, entre outros clubes.



Preparação Técnica e Tática no Futebol

Será convidado um técnico após a Copa do Mundo 2010





Investimento: R$ 120,00 (preço especial até 10 de agosto, após R$ 140,00)

sábado, 3 de julho de 2010

Equipe de basquete do Fluminense realiza bateria de testes físicos


Parceria CAFT & FLU

No dia 24/05, a equipe adulta de basquete do Fluminense realizou bateria de testes físicos sob orientação dos Profissionais de Educação Física do CAFT.
Os atletas passaram por uma Avaliação Antropométrica e foram submetidos a um teste aeróbico, o yo-yo test, que visa identificar a potência individual. O salto vertical e o índice de fadiga foram avaliados na Plataforma de Salto.
Maiores informações no site do Fluminense: 
www.fluminense.com.br/fluolimpico/integra.asp?idn=10494