sexta-feira, 9 de julho de 2010

Treinamento de força no futebol atual


O treinamento de força no futebol passou por mudanças nos últimos tempos e tem se tornado cada vez mais específico
Rafael Martins Cotta *
Cada vez mais o treinamento de força vem ganhando um maior espaço no futebol e em todas as categorias. Sabemos que a força é uma capacidade física básica para qualquer pessoa na execução das tarefas diárias e para atletas de qualquer modalidade, e, quanto mais esta conseguir se manifestar dentro do campo de jogo, mais em alto rendimento este atleta competirá. Esta capacidade apresenta subdivisões que devem ser treinadas de forma que atendam as necessidades da partida em suas respectivas categorias, trabalhando com as cargas corretas de acordo com as faixas etárias e com os exercícios ideais para formação e desenvolvimento do atleta. Podemos encontrar vários nomes para estes subtipos, em que precisamos saber quando, como, quanto, pra quem e onde realizar estes trabalhos.

Abaixo encontramos uma explicação resumida para estes subtipos de acordo com Carvalho & Carvalho, apud Schmidtbleicher, 1985:

1) Força máxima: é o valor mais elevado de força que o sistema neuromuscular pode produzir independente do tempo.
2) Força rápida: força condicionada pelo fator tempo. A maioria dos esportes depende das ações de força executadas com rapidez.
3) Força explosiva: é o resultado da relação entre a força produzida (manifestada ou aplicada) e o tempo necessário disponível.
4) Potência: razão entre um determinado trabalho mecânico e o tempo em que é efetuado, ou o produto da força pela velocidade.
5) Resistência de força: resistir à fadiga em solicitações de força.

Na literatura encontramos inúmeros trabalhos relacionados ao treinamento de força, porém, o problema está na sua realização. Aplicar treinamentos em academias ou no próprio campo? Trabalhar a transferência após uma ação tensional ou metabólica? Trabalhar com aparelhos ou pesos livres? Treinar em cadeia cinética fechada ou aberta? Crianças iniciando no esporte podem realizar treinamento de força ou não? Trabalhar os atletas para desenvolver a hipertrofia ou apenas a resistência muscular? São algumas perguntas frequentes que nos fazemos e na maioria das situações a resposta está em apenas uma palavra: depende. Depende da etapa em que se encontra o atleta, do nível de coordenação dos seus movimentos para realização dos exercícios, do local disponível para realizar os trabalhos de que o atleta está precisando desenvolver naquele momento, entre outras tentativas de resposta.

A periodização tem grande importância não só no treinamento de força, mas de todas as capacidades e é nela que consultaremos as orientações de carga e objetivos dos microciclos a partir de suas características. Treinar a força requer acompanhamento severo, controle individual e certeza de que os movimentos estão sendo executados corretamente pelos atletas, pois seu aumento acarretará num aumento da condição atlética desta capacidade e das outras, e sua má realização pode ocasionar sérias lesões. Como para tudo, o sucesso deste tipo de trabalho está por trás de um bom planejamento.

Sabemos que quanto mais perto da realidade da competição forem elaborados os treinamentos, maior será a transferência para a mesma. Porém, sabemos também que o futebol é uma modalidade que envolve todas as capacidades e torna-se difícil a montagem de alguns tipos de trabalho. Conhecer as necessidades do jogo e como os atletas de cada posição são exigidos durante uma partida com relação a todas as capacidades é primordial aos preparadores físicos. Com isso, devemos elaborar exercícios que estimulem estas exigências pra quando nossos atletas forem requisitados, os mesmos não sintam dificuldade e se sobressaiam aos adversários. Para isto, devemos trabalhar em especificidade.

Manso, Valdivieso e Caballero (1996) acrescentam aos subtipos de força muscular a força especial, que pode ser entendida como a capacidade de tensão que cada grupo muscular pode gerar em uma velocidade específica de execução. Assim, os treinamentos de força especial para futebolistas devem ser realizados com movimentos relacionados às ações motoras do jogo pela influência da adaptação neural na produção de força, em que este elevado nível não poderá ser utilizado efetivamente se o atleta não for capaz de coordenar a ativação dos diferentes grupos musculares no movimento (Bangsbo, 1994).

Colocarei neste texto alguns pontos que podem virar discussões futuras, mas serão de grande importância para nosso crescimento como profissionais e discussão embasada na ciência e não no empirismo.

O treinamento da força máxima aumentará o recrutamento do número de unidades motoras e futuramente trará para o atleta uma maior velocidade se quando o mesmo estiver adaptado a este tipo de treinamento. Alguns estudos colocam que se após a ação tensional realizarmos imediatamente uma ação de potência, esta pode ser aumentada. Outros estudos comprovam que a eficácia da transferência após 3 minutos da execução da ação tensional consegue se aproximar mais de um aumento no número de unidades motoras recrutadas. Aplicando este tipo de trabalho no futebol, fica a seguinte dúvida. Necessito de muito peso para executar um treino de força máxima, em que provavelmente numa equipe profissional fica inviável levar para o campo esta grande quantidade de peso numa situação de trabalho de um grupo entre 20 e 30 atletas, porém, não é impossível.

Apenas temos que ter uma boa equipe de apoio e correção, e estrutura para dispor de uma boa quantidade de peso. Por outro lado, se a academia oferecer um bom espaço, a aplicação deste trabalho torna-se ainda mais viável, até porque a transferência pode ser feita para um trabalho pliométrico. Em contrapartida, ao levarmos para o campo pouco peso, podemos trabalhar a transferência com ações mais específicas e com maior ênfase na potência. Contudo, ao realizar o exercício (com menos peso) não estaremos recrutando o número necessário de unidades motoras para aumentar esta velocidade.

Com relação à cadeia cinética de realização dos exercícios, podemos deixar as nossas cadeiras extensoras, mesas flexoras, entre outros aparelhos, para a reabilitação de lesões. Isto se deve, pois os exercícios em cadeia cinética fechada, além de trabalhar o equilíbrio do atleta, ainda serão mais específicos por utilizarem mais articulações e trabalharem de forma específica todos os músculos que serão solicitados na competição, além da especificidade do próprio movimento.


Os exercícios de agachamento, avanço, afundo, levantamentos “clássicos” do LPO (o arranco e o arremesso), possuem similaridade com as ações de diversos esportes, principalmente aqueles que dependem de ações horizontais e verticais com a extensão simultânea das articulações do tornozelo, joelho e quadril (como no basquete, vôlei, futebol, handebol, tênis, atletismo, entre outros), sendo considerados exercícios de força específicos. O arranco e arremesso quando corretamente executados são o mesmo que um “salto com pesos”. Essa ação explosiva e coordenada pode ser de grande auxílio para atletas de diversas modalidades. Várias pesquisas demonstram uma grande correlação entre os exercícios de LPO e o salto vertical. O salto vertical máximo é um teste amplamente utilizado e reconhecido como medição de potência dos membros inferiores (Dantas & Coutinho, 2009).


Qual a finalidade de se aplicar um treinamento de resistência de força visando hipertrofia de um atleta profissional? Ele precisa de estímulos específicos, pois o seu momento de base já passou, ou seja, aplicar este tipo de trabalho neste atleta está tomando a oportunidade da realização de um trabalho mais específico e que o traga mais resultados na competição.

Enfocar uma periodização apenas no desenvolvimento desta capacidade pode gerar várias discussões, mais em alto nível, o que determinará o resultado será o trabalho das capacidades determinantes. Trabalhamos a base nas categorias menores, como seu próprio nome já diz, “trabalho de base”, o atleta de alto nível tem que ser trabalhado visando o resultado e a especificidade. Principalmente o treinamento de força tenta aproximar as chances de isso acontecer, lógico que vários outros fatores determinam o resultado no futebol.

Com o aumento de profissionais aplicando o treinamento funcional, algumas idéias passadas estão ficando para trás. Com a evidência do treinar em especificidade ser mais eficaz e com a renovação dos preparadores físicos paralela à maior busca pelo conhecimento e a tentativa de se errar menos, vamos aos poucos melhorando a qualidade dos trabalhos físicos no futebol.

Ficam aí vários pontos para serem estudados e discutidos!


Bibliografia:

Carvalho & Carvalho, Revista Portuguesa de Ciência do desporto 6(2), Apud Schmidtbleicher D (1985). Klassifizierung des Trainingsmethoden. In Krafttraining Lehre des Leichtathletik. Beilage zur zeitschrift Leichathletik 35(50): 1785-1792.

BANGSBO, J. The physiology demands of playing soccer. In: EKBLOM, B. (Ed.).
Football (soccer). London: Blackwell Scientific, 1994c. Cap.4, p. 43-58.

MANSO, J.M.G; VALDIVIELSO, M. N; CABALLERO, J. A.R. Bases teóricas Del
entreinamiento desportivo: princípios y aplicaciones. Madrid: Gymnos, p.367,
1996.

Dantas, E. & Coutinho, J. LPO System. Força e potência no esporte. 2009.

* Rafael Martins Cotta é pós-graduado em Treinamento Desportivo pela UGF e, atualmente, atua como preparador físico do E.C. Santo André (Categorias de Base) /Centro de Formação e Treinamento de Futebol.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Fórum Nacional de Futebol



20 de agosto - sexta-feira – 10h às 13h
21 e 22 de agosto - sábado e domingo - 09h às 12h30

Cada vez mais, o futebol exige a especialização de diferentes funções e tarefas do jogador ao treinador, do médico ao fisioterapeuta, do chefe de departamento ao presidente do clube. O futebol decorre da natureza do confronto entre dois sistemas complexos: os times. Assim, como ciência e como esporte, ele exige dos jogadores, técnicos e profissionais envolvidos mais capacitação na busca de competências e conhecimentos.

Neste Fórum, o ENAF propõe a discussão de temas que enriqueçam os profissionais que trabalham com o futebol.





Estratégias de capacitação para detecção de talentos sobre a visão genética no futebol moderno

Prof. Ms. Eduardo Mendonça Pimenta – Coord. de Captação/Alto Rendimento do Cruzeiro



Formação de atletas jovens no futebol

Prof.Dr. Miguel Arruda - FEF/Unicamp – Consultor Técnico do Guarani F.C.



Desenvolvimento motor e suas implicações na Iniciação Desportiva no futebol

Prof. Dr. Miguel Arruda



Estrutura e organização da temporada no futebol

Prof. Dr. Miguel Arruda



Treinamento da Preparação Física em situações climáticas de intenso calor e umidade:

Como otimizar o treinamento e quais os possíveis efeitos adversos.

Prof. Dr. Emerson Silami/UFMG - Fisiologista do Cruzeiro/BH



Implicações Fisiológicas na preparação do futebolista moderno

Prof. Dr .Claudio Pavanelli – Fisiologista do Clube Atlético Mineiro



Testes de laboratório e campo no futebol

Prof. Dr. Turíbio Leite de Barros/UNIFESP/CEMAFE

Fisiologista do São Paulo F.C.



Metodologia da Preparação física no futebol

Prof. Ms.José Mario Campeiz

Preparador Físico do Cruzeiro E.C.



A visão da mídia esportiva na aplicação da ciência no futebol

Palestrante: Bob Faria – Comentarista da TV GLOBO

Guilherme - Comunicação/Cruzeiro



Análise da Preparação Física da Seleção Brasileira x Principais seleções participantes da Copa de 2010

Prof. Dr. Claudio Pavanelli – Clube Atlético Mineiro

Prof. Ms. Jose Mário Campeiz - Preparador Físico do Cruzeiro E.C.

Prof. Antônio Carlos Mello - Preparador Físico do Atlético Mineiro; Trabalhou no Santos, Palmeiras, Corinthians, Seleção Brasileira, Real Madri, entre outros clubes.



Preparação Técnica e Tática no Futebol

Será convidado um técnico após a Copa do Mundo 2010





Investimento: R$ 120,00 (preço especial até 10 de agosto, após R$ 140,00)

sábado, 3 de julho de 2010

Equipe de basquete do Fluminense realiza bateria de testes físicos


Parceria CAFT & FLU

No dia 24/05, a equipe adulta de basquete do Fluminense realizou bateria de testes físicos sob orientação dos Profissionais de Educação Física do CAFT.
Os atletas passaram por uma Avaliação Antropométrica e foram submetidos a um teste aeróbico, o yo-yo test, que visa identificar a potência individual. O salto vertical e o índice de fadiga foram avaliados na Plataforma de Salto.
Maiores informações no site do Fluminense: 
www.fluminense.com.br/fluolimpico/integra.asp?idn=10494

domingo, 27 de junho de 2010

Motivação do treinamento físico para alta performance

Quando o atleta está com a motivação elevada, ele treina com maior entusiasmo, tem maior confiança em si mesmo e eficiência na parte técnica e tática
Thiago Bandeira
Acredita-se que para ter sucesso no esporte um dos primeiros passos a serem dados é a motivação dos atletas. Segundo Singer (1997), motivação é a insistência de caminhar em direção a um objetivo. Mas essa motivação pode ser entendida de varias formas, como por exemplo, uma premiação extra para os atletas após uma vitória ou também um dia a mais de folga na semana. Porém a motivação que estou querendo discutir pode ser um pouco mais complexa, devido ao fato de ela ter que ser conquistada no dia a dia do treinamento, tentando tirar o máximo dos atletas durante o treinamento físico, seja na pré-temporada, durante ou no final dela, independentemente da posição em que a equipe esteja na competição.

Becker Jr (apud SCALON, 2004 : 23) “reforça que é um fator muito importante na busca de qualquer objetivo.” , “...assim sendo, a motivação é um elemento básico para o atleta seguir as orientações do treinador e praticar diariamente as sessões de treinamento”.

Algumas das alternativas utilizadas por preparadores físicos, principalmente nas categorias de base para dar maior motivação no treinamento, é muito simples, porém ainda pouco aceita por treinadores e clubes profissionais: essa alternativa nada mais é do que acrescentar a bola durante os exercícios.

Perez (1995) já dizia que estar motivado é querer obter um bom rendimento e fazer o máximo possível para consegui-lo. Para isso a estruturação das sessões de treinamento deve ser bem organizada de acordo com a tabela da temporada, e caso os objetivos determinados para alguma das competições a serem disputadas não sejam alcançados, são necessárias algumas alternativas para que não se permita que os atletas façam corpo mole ou deixam de dar o máximo durante o treinamento, devido às possibilidades de titulo ou eventual premiação não possam ser mais alcançados.

É possível perceber nos treinamentos que quando o atleta está com a motivação elevada, ele treina com maior entusiasmo, tem maior confiança em si mesmo e eficiência na parte técnica e tática.

E todos esses fatores vão deixar os atletas mais bem preparados física e mentalmente do que seus adversários, aumentando suas chances de ganhar.

Porém a realidade que observamos nos clubes atualmente é outra. Ao invés de os clubes se preocuparem em melhorar a qualidade do treinamento, eles encontram como única solução a motivação financeira; portanto cabe a nós, preparadores e profissionais do futebol, melhorarmos as estratégias do treinamento, para que um dia não se torne dispensável o papel do preparador físico nos clubes.

Bibliografia

BECKER JR., B e SAMULSKI, D. Manual de treinamento psicológico para o esporte. Novo Hamburgo: Feevale, 2002.

PÉREZ, G; CRUZ, J. e ROCA, J. Psicología y deporte. Madrid: Alianza Editorial, 1995.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Futebol:Exercícios integrados para o treino de agilidade e velocidade


Em outro artigo do TE.com (Os exercícios integrados no futebol) abordei a aplicação de um tipo específido de exercício voltado para a preparação física, os exercícios integrados. Neste artigo, volto a discutir sobre eles, mas desta vez de um forma mais aplicada. Para isto, apresentarei uma sequência de trabalho com quatro exercícios elaborados a partir de uma componente básica comum, que vai sofrendo algumas alterações com o objetivo de aproximar esta componente básica de ações específicas do jogo de futebol.
Num primeiro momento é interessante optar por não incluir a bola no exercício, pois o objetivo desta primeira etapa é fazer com que os jogadores se familiarizem com a ação de perseguição (defensor perseguindo atacante) que será a componente básica de nossos exercícios. O primeiro exercício pode ser observado pela Figura 01.

Como referido anteriormente, este exercício consiste numa atividade perseguição, na qual o atacante (verde) para pontuar deve tocar o cone antes que o defensor (vermelho) saia do retângulo. O atacante pode partir de uma posição de frente ou de costas para o defensor. Para que o atacante atinja seu objetivo mais facilmente ele deve, além de ter a velocidade de saída e aceleração bastante intensas, optar por utilizar fintas de corpo, bastante conhecidas como “gatos” (pequenos deslocamentos laterais em alta velocidade interrompidos por brusca mudança de direção – Figura 1 na variante inferior esquerda). Também pode ser estratégia para atingir um ponto, um falso sprint para um dos cones seguido de uma rápida mudança de direção e sprint para o outro cone – Figura 1 na variante inferior direita.

Os meios de aplicação dos exercícios, ou seja, quantidade de repetições, séries, tempo de recuperação, entre outras não serão discutidos neste artigo. Numa próxima oportunidade elaborarei algumas estratégias de aplicação dos mesmos para o treino de velocidade e resistência de velocidade, e também para o treino anaeróbio láctico.

Para aumentar a intensidade das ações, podemos por exemplo, aumentar o comprimento do retângulo, fazendo com que os jogadores tenham que percorrer uma maior distância para atacar ou defender. É importante ressaltar que quanto menor a distância percorrida, maior é a importância da velocidade de saída. Ao elevar-se a distância percorrida, a participação da aceleração no resultado final (conquistar o ponto) também se eleva. O comprimento do retângulo pode medir entre 4m e 20m.

Podemos observar neste exercício que os jogadores, além de treinar as capacidades físcas exigidas: velocidade de saída, aceleração e mudança de direção, são obrigados agir levando em conta as ações do adversário. O atacante tendo que encontrar o momento de certo de fazer uma ação, e assim tentar combinar uma possível vantagem física (ao tentar ser mais rápido) com uma possível vantagem de tempo, ou seja, realizar uma ação inesperada, através de um “gato”, ou se uma mudança de direção imprevista para o defensor, fazendo com que o defensor perca tempo para iniciar ou continuar a perseguição. Já o defensor, terá combinar as exigências físicas do exercício (tentando sempre ser mais rápido que o atacante) com uma possível antecipação das ações do adversário, ou seja ele vai tentar adivinhar a intenção do atacante não permitindo que ele faça alguma ação inesperada.A Figura 02 apresenta o segundo exercício

Como podemos observar, no segundo exercício são introduzidas duas bolas, substituindo os dois cones, e dois pequenos gols. Neste exercício, o objetivo de “tocar o cone” antes que o defensor saia do retângulo é substituído pela necessidade de fazer um gol, porém, para a validação do gol, o atacante deve tocar a bola antes que o defensor saia do retângulo. Com este exercício, os atacantes, além de vivenciarem as situações descritas no primeiro exercício, deverão também adaptar a ação de velocidade a um elemento técnico do jogo, a finalização, ou mesmo o passe, uma vez que, por se tratar de um gol de tamanho reduzido e sem goleiro, os atacantes utilizarão muitas vezes técnicas apropriadas para o passe com a finalidade de obter maior precisão. Os defensores, continuarão a realizar uma tarefa bastante semelhante ao primeiro exercício. A Figura 03 apresenta o terceiro exercício.