Professor Responsável: Rafael Martins Cotta CREF. 048929-G/SP
· Graduado em Ed. Física pela Escola Superior de Cruzeiro
· Pós-Graduado em Treinamento Desportivo pela Universidade Gama Filho
· Preparador Físico Categorias de Base E.C. Santo André 2010;
· Preparador Físico Radium F.C./Mococa – Categoria Profissional e SUB-20 2009;
· Preparador Físico União F.C. /Mogi das Cruzes– Categoria Profissional 2009;
· Coordenador de preparação física das categorias de base do União F.C./Mogi das Cruzes- 2009;
· Preparador Físico Categorias de base e Profissional Guaratinguetá F.L. 2001 a 2008, participando da conquista de quatro acessos no Campeonato Paulista e o Título de Campeão Paulista do Interior 2007;
· Coordenador Técnico das Escolas De Futebol do Guaratinguetá F.L., Cruzeiro E.C. (Núcleo Lorena-SP), Centro de Formação de Atletas de Futebol e Centro de Aperfeiçoamento de Atletas;
· Estagiário e Preparador de Goleiros da A. Portuguesa de Desportos – 2003;
· Estagiário Categorias de Base Botafogo de F.R./RJ – 2004;
· Preparador Físico ADC Ford/Taubaté-FUTSAL-Categorias de base 2005;
· Personal trainer;
· Entre outros trabalhos na área do esporte e saúde.
Forma de realização do curso:
O curso dispõe de cinco módulos, com a duração de cada um dependendo do tamanho do conteúdo do assunto em questão. As aulas serão enviadas todos os finais de semana tendo o aluno uma semana para enviar a prova da semana para correção(caso o aluno precise mais tempo não tem problema, na verdade o quanto mais rápido ele fizer a prova, mais rápido ele terminará o curso). Após o envio do aluno, será enviado o próximo passo seguindo o mesmo processo. Obs.: a outra aula só será enviada após o envio da aula anterior pelo aluno. A carga horária referente ao curso é de 50 horas/aula. Simplificando, enviamos a apostila com as referências do módulo (em anexo) por email, o aluno a estuda e nos envia o teste finalizado para correção, após a correção será enviada a prova corrigida e a próxima apostila do módulo seguinte. Após o estudo de todos os módulos e a realização de todos os testes o aluno deverá enviar para avaliação final uma periodização podendo escolher se a mesma será para escolas de iniciação, categorias de base (escolher a categoria) ou profissional, onde o mesmo pode ficar à vontade para escolher a duração do macrociclo, competição a disputar, etc.
Normas para inscrição no curso:
O interessado em participar do Curso à Distância de Preparação Física no Futebol deverá solicitar via email a ficha de inscrição e a enviar preenchida por email em anexo, anexando também o comprovante do depósito (escaneado). Ao receber o email com a ficha preenchida e o comprovante do depósito o material será enviado imediatamente.
Sistema de avaliação:
Uma prova no final de cada módulo onde as notas serão somadas no final e adicionadas ao trabalho final do curso. Para realização das provas, só poderão ser usados documentos das referências enviadas, caso o aluno queira utilizar outra referência, favor enviar o artigo, link ou referência do livro. Avaliação por módulo dando opções para o aluno:
· Montar um seminário (apresentação em Power point através do youtube);
· Prova dissertativa com as questões enviadas pelo professor.
Formas de pagamento:
Depósito bancário em uma (1) vez (100,00) ou 2 vezes (2x 50,00). Caso o pagamento seja em 1x, será enviado inicialmente o primeiro módulo e o pagamento deverá ser efetuado para o envio do segundo. Caso escolha a segunda opção, a primeira parcela deve ser depositada antecipadamente para envio do primeiro módulo e a segunda parcela após o vencimento de um mês. Obs. O envio das apostilas seguintes ao vencimento do segundo mês só será realizado mediante pagamento da segunda parcela.
Apostilas:
Apostilas montadas com base em mais de 300 artigos científicos, textos e apresentações, enumerados a frente como forma de citação. Serão enviadas por email em pdf, juntamente aos artigos, apresentações em Power point, links de vídeos na internet, links de sites e artigos na internet e outras referências.
Plantão de dúvidas e maiores informações sobre o curso:
Pela internet via email (rafael.cotta@yahoo.com.br), MSN (prof.rc@hotmail.com) e via NEXTEL (ID: 119*33538) ou pelo telefone: 12 7814 0861
Certificado:
Enviado pelo correio após correção final.
Dados para depósito bancário:
Banco: Bradesco
Agência: 0415-4
Conta Corrente: 0094844-6
Rafael Martins Cotta
RG: 30 500 060 – 3 CPF: 318 822 098 - 77
terça-feira, 1 de março de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
APRESENTAÇÃO NO TERESOPOLIS F.C-RJ-2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 18 de dezembro de 2010
LYDIO DE SOUZA ACERTA COM O TERESOPOLIS FUTEBOL CLUBE.RJ
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Meios combinados de treinamento: uma nova visão na metodologia da preparação física

Forma de organização consiste em alternar ações motoras cíclicas, acíclicas e combinadas, os exercícios com ou sem sobrecarga, a velocidade de deslocamento e o sistema energético predominante
Juvenilson de Souza*
O futebol moderno apresenta uma série de mudanças na forma de jogar, dentre elas a necessidade de um melhor preparo físico. As partidas têm exigido frequentes mudanças na intensidade e na dinâmica dos movimentos, nas quais a força e a velocidade têm tido papel de destaque. Entretanto, devido à longa duração da partida (90’) e dos sucessivos “sprints”, o futebolista também necessita de uma ótima capacidade de resistência.
É importante destacar que os movimentos do futebol são realizados com duração e intensidade variadas, além de serem executados em diferentes momentos da partida. O futebolista poderá ser exigido a executar um “sprint” isolado ou sucessivos “sprints” tanto no início quanto no final da partida e, portanto, o mesmo deverá apresentar ótimo nível de desempenho físico para realizar estas atividades com a mesma qualidade.
Alguns autores têm relatado que os futebolistas de alto rendimento percorrem uma distância de 9 a 12 km durante a partida (Bangsbo, 2006; Barros et al.; 2007) e esta amplitude de variação na distância total percorrida está diretamente relacionada a alguns fatores, tais como: posição tática, estado nutricional, estado de treinamento, importância do jogo, horário e temperatura ambiente, qualidade do gramado, qualidade competitiva do adversário, etc. No entanto, estes dados analisados unicamente não são representativos para um entendimento do nível de rendimento do futebolista e da metodologia de treinamento a ser empregada.
Nesse sentido, temos que buscar informações mais detalhadas das ações motoras que o futebolista realiza durante a partida, como por exemplo, a diferença na distância percorrida, principalmente, em alta velocidade do primeiro para o segundo tempo considerando as posições táticas, a amplitude de velocidade de corrida nos diferentes deslocamentos, a relação com os sistemas energéticos, o número e a duração dos “sprints”, a pausa de recuperação entre os mesmos, a seqüência de ações motoras e sua variação na intensidade etc. Assim, análises mais precisas dos movimentos dos futebolistas impostas durante a partida podem fornecer informações úteis sobre o seu rendimento.
Segundo Reilly, Bangsbo e Franks (2000) os “sprints” realizados durante a partida em uma velocidade de 7-8m/s contribuem por volta de 6-7% e as ações em alta intensidade realizadas em uma velocidade de 4-6m/s correspondem cerca de 15-20% da distância total percorrida. Essas ações, de fato, constituem os momentos mais cruciais da partida e contribuem diretamente nos movimentos de disputas de bola, na execução dos fundamentos técnicos, tais como o chute, nas ações ofensivas e defensivas realizadas em alta velocidade e nos contra-ataques. Logo, pode-se relatar que o futebolista de alto rendimento deve ter como objetivo atingir esses níveis de rendimento, pois isso nos parece indicar certa vantagem durante a competição. Vale salientar, então, que o futebolista terá que realizar certas atividades de alta intensidade em momentos de fadiga, especialmente no final do primeiro e do segundo tempos.
Além dos pontos descritos anteriormente, temos que compreender a respeito da fisiologia do futebol. Penso que o entendimento deste e dos outros pontos já relatados nos fará refletir em relação à metodologia da preparação física. A fisiologia do exercício apresenta três sistemas de energia: ATP-CP ou anaeróbio aláctico, anaeróbio láctico ou glicolítico e aeróbio. Em modalidades de exercício contínuo e cíclico, tais como atletismo, ciclismo, natação, etc., esses sistemas de energia são solicitados predominantemente na mesma sequência descrito anteriormente. No entanto, em modalidades de exercício intermitente e acíclico, como é o futebol, esses sistemas de energia são solicitados em constantes alternâncias e com predominância conforme a intensidade e a duração da atividade e o estado fisiológico momentâneo que o futebolista apresenta, ou seja, a sua capacidade de recuperação e consequente ressíntese de ATP. SPENCER et al. (2005), nos chamam a atenção para compreender a contribuição dos sistemas de energia na realização do “sprint” e dos sucessivos “sprints” no futebol.
Em um “sprint” de até 6/8s o sistema ATP-CP é predominante, mas com a execução de vários “sprints” ao longo da partida os outros dois sistemas energéticos terão maior participação. Os dados nos remetem que durante a partida o futebolista será solicitado a realizar por volta de 120 atividades de alta intensidade com duração de até 7s sendo que na maioria das vezes as pausas de recuperação serão de curta duração (COMETTI, 2007). Portanto, após a realização de algumas destas atividades, a predominância será do sistema glicolítico com uma participação ainda maior do sistema aeróbio em relação às primeiras atividades de alta intensidade.
Para explicar melhor, após a realização de alguns “sprints” e, por exemplo, com recuperação de até 90s, o futebolista não terá uma recuperação completa atingindo assim um estado de fadiga aguda e, portanto, se o mesmo for solicitado a realizar uma nova ação de alta intensidade, ele poderá ter dificuldades para manter a qualidade de movimento. Considerando que estes momentos irão se repetir durante a partida, nos parece interessante organizar um programa adequado de treinamento que acentue a resistência à fadiga por meio da utilização de exercícios que produzem efeitos (adaptações) na força, na velocidade e na resistência.
Considerando as informações relatadas anteriormente, verifica-se a necessidade da utilização de uma metodologia que atenda às exigências específicas do futebol. Assim, sugerem-se os meios combinados de treinamento com duas ou três capacidades motoras em uma mesma sessão. Essa forma de organização do treinamento consiste em alternar as ações motoras cíclicas, acíclicas e combinadas, os exercícios com ou sem sobrecarga, a velocidade de deslocamento e conseqüentemente o sistema energético predominante.
Vale salientar que em um raciocínio de progressão de carga, primeiro prescrevem-se as sessões com duas para posteriormente utilizar as sessões com três capacidades motoras.
Esse modelo de organização da carga pode ser realizado de duas formas:
1) Em circuito: organize um determinado volume de exercícios voltado para o treinamento da velocidade (estação 1); após, realize um determinado volume de exercícios de força (estação 2); e posteriormente um determinado volume de exercícios de resistência (estação 3), permitindo sempre um intervalo de recuperação mais longo após o treinamento de cada capacidade motora.
2) Circuito em sequência: organize de forma idêntica à anterior, porém, a execução será em sequência, ou seja, realize uma ou mais repetições de velocidade (estação 1), seguido de uma ou mais repetições de exercícios de força (estação 2), seguido de uma ou mais repetições de exercícios de resistência (estação 3) e repita esse ciclo novamente. O controle da carga de treinamento pode ser feito pelo número de repetições ou por tempo em cada estação.
O quadro abaixo traz algumas sugestões da combinação de cargas de diferentes capacidades motoras. Cabe ressaltar que o preparador físico pode organizar as cargas com predominância de uma capacidade motora, sendo que a(s) outra(s) serão complementares.

Portanto, essa orientação metodológica tem uma maior exigência sobre os mecanismos biológicos, comportamentais e cognitivos que suportam as adaptações específicas do jogador de futebol. Neste âmbito, os componentes estruturais dos exercícios programados devem corresponder especificamente com as condições estabelecidas pela competição (jogo). Isto significa que os exercícios de treinamento devem estar adaptados a uma exigência específica do futebol com um controle adequado do volume e da intensidade.
*Mestre em Educação pela USP e preparador físico de futebol
sábado, 11 de dezembro de 2010
A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS (PARTE 1)

Fedato Esportes – Consultoria em Ciências do Esporte
Prof. Antonio Carlos Fedato Filho
Prof. Guilherme Augusto de Melo Rodrigues
Monitorando e conhecendo melhor os trabalhos em campo reduzido
Dentro de uma programação de treinos durante uma temporada no futebol,
podemos apontar muitos tipos de trabalhos, sendo que cada comissão técnica tem sua
identidade e sua metodologia que entendem como a mais adequada para aplicar sua
filosofia, esse é o momento em que o fisiologista, tendo conhecimento do trabalho da
comissão atual no clube, pode implantar formas de monitorar e controlar as variáveis
apresentadas na programação de treinos, ajudando a quantificar e a qualificar os
trabalhos, mas sempre respeitando a filosofia e a metodologia da comissão técnica, sem
querer alterar os trabalhos ou modificar seus métodos, e sim adaptar dentro do próprio
trabalho programado formas para alcançar o objetivo final, dando idéias e mostrando os
benefícios que pequenos ajustes irão trazer o trabalho.
“A monitoração dos trabalhos não é tão simples, pois o futebol é, entretanto um
tipo de exercício intermitente onde períodos curtos de alta intensidade são entremeados
com períodos mais longos de recuperação ativa ou passiva. Neste tipo de exercício não
é possível monitorar a intensidade da mesma forma como fazemos com exercícios
contínuos sem bola, por exemplo: um treino de corrida intervalada onde o tempo para
cobrir uma distância fixa pode ser facilmente registrado.” (Dr.Paul D.Balsom – 2000).
Nesses casos a fisiologia teve uma grande contribuição para o futebol, trazendo
para o campo diversas formas para tentar fazer os controles dos treinos mensurando e
obtendo informações de suma importância para o desenvolvimento dos trabalhos.
Um dos trabalhos aplicado no campo que iremos analisar agora é o “campo
reduzido” ou “pequenos jogos”.
“Pequenos jogos” é a técnica aplicável ao treinamento no desporto coletivo,
onde o uso de quadras ou campos de formato reduzido, combinado com um número
menor de jogadores e técnicas especiais, é empregado para obter maiores níveis de
condicionamento físico e capacidade técnica com bola.
A importância deste estudo, além de apontar os pontos positivos e negativos, é
mostrar que nem sempre o “campo reduzido” é sinônimo de um trabalho intenso como
muitos profissionais podem achar, depende muito da montagem, regras, dimensões
número de atletas programados para o desenvolvimento do trabalho.
Para iniciarmos este estudo precisamos saber informações importantes que
servirão para entender quais as exigências físicas impostas pelo jogo ao atleta para
relacionarmos com as variáveis necessárias para programarmos uma sessão de treino
com trabalhos em “campo reduzido”.
Entendendo as exigências do jogo
O futebol é uma forma de exercício muito exigente e extenuante fisicamente,
além de cobrir distâncias maiores que 10 km em velocidades variadas, outras atividades
que consomem energia incluem tomada de bola, pular e chutar.
Quando você joga futebol, grandes quantidades de energia são produzidas de
forma alternada, tanto pela via aeróbia tanto pela anaeróbia. “de um ponto de vista
puramente quantitativo a produção de energia anaeróbia corresponde a apenas uma
parte menor, mas significativa, do total de produção de energia durante um jogo”
(Dr.Paul.D.Balsom – 2000).
O nível de lactato sanguíneo no jogo é em média de 5 a 10 vezes maior do que
em repouso, mostrando que a energia foi produzida anaerobiamente.
Através de monitorações da freqüência cardíaca em jogos, mostrou que ela se
mantém de 10 a 30 BPM abaixo da freqüência cardíaca máxima, se aproximando dos
85% da FC máx. ficando em uma faixa entre 140 BPM e 145 BPM durante o jogo.
Podemos observar que o jogo impõe um alto nível de intensidade com trabalhos
intermitentes exigindo do atleta um bom condicionamento físico tanto central quanto
periférico para poder imprimir um alto ritmo de jogo com qualidade.
Trabalhos cíclicos e acíclicos
Com o passar dos anos pudemos ver a grande evolução em relação à preparação
física no futebol, sendo antes um trabalho mais de tradição e simplicidade com treinos
físicos normalmente de corrida e sem bola e passando por algumas fases para chegar
atualmente com trabalhos mais complexos que envolvem os treinos tradicionais
integrados com exercícios físicos com bola atingindo resultados mais específicos. Essa
linha segue com uma visão de programação de treinos envolvendo trabalhos cíclicos e
acíclicos de várias formas dentro de uma sessão de treino.
No trabalho cíclico (movimento repetido constantemente em forma de ciclos)
podemos exemplificar com os treinamentos físicos puros, nele trabalhamos os grandes
grupos musculares que é a base de sustentação da performance física do atleta.
O trabalho acíclico (movimentos sem padrão de repetição, em que não há ciclos)
é mais específico para a modalidade, normalmente realizado com pequenos jogos com
uma intensidade pré-programada.
Desta forma trabalhamos os pequenos grupos musculares e a musculatura de
propriocepção, dando ao atleta um ganho de resistência muscular localizada específica
de jogo.
Através de pesquisas e estudos, constatamos que o ganho de performance física
na forma cíclica é diferente do que o ganho na forma acíclica e que existem trabalhos e
ganhos diferentes para essas duas formas de performance.
Podemos ver que os programas de treinamentos físicos montados com treinos
cíclicos e acíclicos, obtiveram uma maior e mais prolongada da performance física
durante a temporada, já programas com apenas trabalhos cíclicos, observamos bom
condicionamento físico geral mas grande dificuldade de manter em atividades mais
específicas como treino reduzidos e intensos e nos jogos, em contrapartida, as
programações com apenas trabalhos acíclicos tiveram bom resultado nas capacidades
físicas específicas de jogo mas curto período de sustentação.
Constatamos que os trabalhos acíclicos são indispensáveis no programa de
treinamento, mas por trabalhar com mais ênfase os pequenos grupos musculares,
devemos também acrescentar os trabalhos cíclicos que são esses que darão a sustentação
e resistência muscular geral dos grandes grupos musculares.
Os pequenos grupos musculares, que são os mais específicos de jogo, têm seu
limiar de stress bem menor do que os grandes grupos musculares fadigando muito mais
rápido e necessitando dos grandes grupos para a sustentação da performance até o final
do período.
No início da temporada, os trabalhos cíclicos são de extrema importância, sendo
que depois são realizados trabalhos apenas de manutenção para a parte cíclica dando
espaço para os trabalhos acíclicos estruturados com os pequenos jogos, assim
completando o treinamento físico auxiliando o atleta a alcançar a excelência da
performance.
Treinamento físico específico – pequenos jogos
“A habilidade de um jogador de futebol em manter uma alta taxa de trabalho
durante um jogo de 90 minutos pode ser mantida e aperfeiçoada com o treinamento de
desempenho” (Dr.Paul D.Balsom).
O objetivo do treinamento específico é:
- Minimizar o tempo necessário para um jogador se recuperar entre exercícios
com movimentos de alta intensidade e, consequentemente, aumentar a capacidade de
desempenho de tais movimentos mais freqüentes ao longo do jogo.
- Reduzir os efeitos negativos da fadiga no desempenho geral, especialmente
próximo ao final do jogo.
Os pequenos jogos, sendo bem programados, trabalham o componente central
relacionado com o sistema de transporte de oxigênio e o componente periférico que
envolve os grupos musculares específicos exigidos no jogo.
Em relação ao componente periférico, podemos observar que exercícios
contínuos com intensidades moderadas trabalham mais fibras de contração lenta e
pequenos jogos ou treinos físicos específicos variando intensidades trabalham fibras de
reação rápida (exercício de alta intensidade). Os trabalhos longos se forem uma
constante na programação de treino e por terem uma predominância de fibras de reação
lenta, afetarão o desempenho específico do atleta como a “explosão muscular” e
“aceleração”.
Portanto o tipo de trabalho proposto é o que vai determinar o padrão e
recrutamento de fibras de reação lenta e rápida nos músculos ativos e o padrão de
condicionamento central e periférico.
Em alguns estudos científicos foi constatado que os pequenos jogos podem ser
usados de uma forma efetiva de treinamento de resistência para jogadores de futebol,
mas não é a única forma para trabalhar essa variável, esse treinamento pode e deve ser
complementado por diferentes tipos de exercícios intermitentes tanto com bola quanto
sem bola.
Os estudos constatam que a intensidade de trabalhos dos pequenos jogos é alta o
suficiente para manter ou até mesmo aperfeiçoar algumas variáveis mais específicas de
jogo e que os treinos físicos sem bola tem uma intensidade similar.
O treino físico com bola em pequenos jogos se torna mais efetivo para
adaptações musculares locais (periféricas) do que corrida contínua sem bola e trabalha
em conjunto com a parte técnica, coordenativa, criatividade, inteligência e motivação.
O estudo constatou que em 30 minutos de treinos físicos com bola (campo
reduzido – 3 x 3) o atleta toca aproximadamente 100 vezes na bola em diferentes
situações, 3 vezes mais do que trabalhos de campo reduzido de 7 x 7.
Apesar dos grandes benefícios do treinamento de resistência específica para
jogador de futebol com pequenos jogos, existem muitos fatores que podem influenciar
atrapalhando na intensidade do exercício, exigindo uma grande organização do
treinador, preparador físico e fisiologista. Alguns fatores são:
- número de atletas, quanto maior o número menor a intensidade e menos
contato com a bola
- duração dos intervalos
- dimensão do campo
- as regras influenciam na intensidade
- disponibilidade de bolas (reposição imediata)
A motivação pode influenciar na intensidade, podemos controlar como:
- definir claramente para os atletas o objetivo do treino
- mostrar a eles os benefícios
- monitorar o treino com GPS, freqüência cardíaca, etc.
- manter os pequenos jogos competitivos (equipes equilibradas)
- organizar as sessões de treino para não perder tempo para iniciar
Outros fatores que podem influenciar a intensidade do exercício:
- habilidade do jogador (pouca habilidade diminui a intensidade)
- recuperação entre as sessões de treinamento
- tempo para adaptação ao tipo de treinamento
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